China está isolada da crise de crédito, diz membro do BC

quinta-feira, 22 de novembro de 2007 11:15 BRST
 

PEQUIM, 22 de novembro (Reuters) - A crise de crédito nos Estados Unidos pode afetar o crescimento econômico mundial no próximo ano, mas a China vai passar praticamente ilesa, segundo o diretor do banco central chinês Zhou Xiaochuan.

As exportações da China para os Estados Unidos podem diminuir, mas isso pode na verdade ajudar a reduzir o desequilíbrio comercial entre os dois países.

Além disso, a China deve ficar bem isolada de uma contaminação mais severa na medida em que seus exportadores continuarem a olhar para outros mercados.

"A crise do subprime nos Estados Unidos abalou os gastos dos consumidores norte-americanos, e provavelmente afetou alguns consumidores europeus também", disse Zhou à agência de notícias Xinhua no final de um encontro de líderes financeiros do G20, grupo que reúne países desenvolvidos e emergentes, na África do Sul.

Ele disse que a maioria dos participantes do encontro concordaram que os problemas espalhados pela crise do subprime vão pesar sobre a economia mundial, mas que as perspectivas para 2008 ainda estão amplamente promissoras.

O começo da temporada de compras de natal deve ser monitorado de perto por indícios do impacto dos problemas financeiros sobre o consumidor norte-americano, disse.

Os bancos comerciais da China divulgaram uma pequena exposição aos empréstimos de alto risco nos Estados Unidos, e o banco central disse que nenhum montante das reservas cambiais foi investido em títulos do tipo.

Analistas dizem que os controles de capital da China ajudaram a protegê-la da contaminação do subprime sobre os mercados globais de crédito.