Lucro da Boeing sobe por entrega de aeronaves e margem melhor

quarta-feira, 23 de abril de 2008 11:51 BRT
 

Por Bill Rigby

NOVA YORK (Reuters) - A Boeing divulgou nesta quarta-feira crescimento de 38 por cento no lucro do primeiro trimestre, acima do esperado, com um aumento nas entregas de aviões comerciais que compensou a queda nas vendas militares. Além disso, as operações de fabricação se tornaram mais eficientes.

A empresa manteve sua meta de lucro para 2008 e projeta para o ano que vem lucro em linha com as estimativas de Wall Street, apesar dos problemas da companhia em colocar o 787 Dreamliner no ar.

O lucro da Boeing, segunda maior fornecedora do Pentágono, foi de 1,2 bilhão de dólares, ou 1,62 dólar por ação, ante 877 milhões de dólares, ou 1,13 dólar por ação, um ano antes.

Os números superam as estimativas de Wall Street, que projetava lucro por ação de 1,36 dólar, segundo a Reuters Estimates.

As ações da empresa subiam 5,3 por cento, às 11h40 (horário de Brasília). Até o fechamento de terça-feira, os papéis da empresa acumulavam queda de 27 por cento desde julho de 2007, derrubada por atrasos no 787.

A margem operacional na unidade de aviões comerciais subiu quase 3 pontos percentuais, para 12 por cento, com as grandes operações de fabricação se tornando mais eficientes à medida que a empresa trabalha sobre recordes de pedidos. A margem operacional da unidade de defesa teve leve aumento para 11,4 por cento.

A Boeing possui agora a quantia recorde de 271 bilhões de dólares em pedidos de aeronaves comerciais, impulsionada por um boom de três anos nas vendas. A companhia possui ainda 75 bilhões de dólares em pedidos de defesa.

As vendas totais no primeiro trimestre subiram 4 por cento, para 16 bilhões de dólares. Analistas esperavam 16,6 bilhões de dólares em vendas, na média.

As vendas na unidade de aviões comerciais subiram 8 por cento, para 8,2 bilhões de dólares, impulsionada por um aumento de 8 por cento nas entregas de aviões, que subiram para 115. A receita da unidade de defesa/militar teve queda de 2 por cento, para 7,6 bilhões de dólares.

A unidade de aviões comerciais da empresa repetiu a previsão de entregar entre 475 e 480 aeronaves este ano, e estabeleceu meta de 500 a 505 para o ano que vem.