CONSOLIDA-BC mostra artilharia e Tesouro tenta controlar o juro

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 16:11 BRST
 

Por Renato Andrade

SÃO PAULO, 23 de outubro (Reuters) - O governo brasileiro resolveu abandonar nesta quinta-feira a política de "matar um leão por dia" e atacou em três frentes ao mesmo tempo, tentando mostrar força, estratégia e vontade de estancar os efeitos da crise global de crédito sobre a economia brasileira.

O Banco Central atacou de um lado, o Ministério da Fazenda de outro e o Tesouro Nacional, por último, tirou de campo o que poderia gerar mais volatilidade e lançou uma medida para trazer rumo para o mercado de juros.

Diante da redução da oferta de moeda estrangeira no mercado local, a Fazenda resolveu zerar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide na liquidação das operações de câmbio para ingresso de recursos de investidores estrangeiros para os mercados financeiro e de capitais do país, e no ingresso e saída de dinheiro referente a empréstimos e financiamentos.

O secretário extraordinário de reformas da Fazenda, Bernard Appy, foi taxativo ao explicar as razões que fizeram o governo a adotar a medida, que beneficiará, principalmente, os capitais de curto prazo, tão criticados por diversos integrantes do governo Lula, em diferentes momentos.

"Temos que entender que não estamos numa situação de normalidade", disse Appy, durante entrevista coletiva em Brasília. E acrsescentou: "Não faz sentido você restringir a entrada de capital estrangeiro, de qualquer natureza, neste momento".

A medida, anunciada antes da abertura dos mercados, não foi suficiente para trazer calma ao mercado de câmbio no início da sessão, quando o dólar abriu em disparada.

Coube ao BC resolver este problema.

Logo após a abertura, a autoridade monetária resolveu comunicar ao mercado qual é o escopo de seu programa de oferta de contratos de swap cambial.   Continuação...