SAIBA MAIS-BH e Porto Alegre mantêm quadro eleitora indefinido

segunda-feira, 23 de junho de 2008 20:01 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As convenções de vários partidos no último fim de semana começaram a definir o quadro político para as eleições municipais em algumas capitais, mas em Belo Horizonte e Porto Alegre ainda permanecem impasses a serem solucionados.

Enquanto em São Paulo e no Rio de Janeiro os candidatos estão escolhidos e, mesmo restando ainda algumas convenções, não se esperam mais surpresas, na capital mineira tudo ainda depende da consolidação da aliança que uniria PT e PSDB em torno de uma candidatura comum.

Já em Porto Alegre continua a espera pela definição do atual prefeito José Fogaça (PMDB), que poderia mudar o equilíbrio de forças, e o desfecho da crise que enfrenta a governadora Yeda Crusius (PSDB).

Veja a seguir como está a situação eleitoral em cinco capitais:

SÃO PAULO

A cidade terá três candidatos principais na disputa. Geraldo Alckmin, confirmado como candidato do PSDB na convenção do último domingo, se impôs à tentativa do governador tucano José Serra de manter a aliança com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que busca se manter no cargo. Após o resultado, tanto Alckmin quanto Serra pediram o apoio do Democratas no segundo turno, enquanto o ex-governador precisará manter sua palavra de não tratar Kassab como adversário. Sem o PSDB, a expectativa é saber qual será o relacionamento de Kassab com Serra, de quem se considera discípulo, e como atuarão secretários e outros tucanos que integram sua gestão. O prefeito precisará contar com os aliados PMDB, de Orestes Quércia, PR e PV. Marta Suplicy (PT), que terá seu nome oficializado no domingo, está em conversações adiantadas com o bloco de esquerda (PCdoB, PSB e PDT) depois que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) abdicou de se candidatar a prefeito para apoiá-la. O apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se concretizado na campanha, pode ampliar a aceitação de Marta na periferia.

RIO DE JANEIRO

O quadro político está desenhado com a esquerda dividida em três candidaturas, o PMDB rachado e ameaçado por recursos à Justiça eleitoral, o líder nas pesquisas com imagem arranhada pelo episódio com militares no Morro da Providência e o candidato Fernando Gabeira (PV-PSDB-PPS) tentando se fazer conhecido além da zonal sul da cidade. Ao se definir por Eduardo Paes, o PMDB do governador Sérgio Cabral derrotou o grupo comandado pelo ex-governador Anthony Garotinho, mas criou um problema que promete se arrastar. Paes foi exonerado do cargo de secretário estadual de Turismo com data retroativa no Diário Oficial e o DEM promete levar a questão à Justiça. O PT confirmou a candidatura do deputado estadual Alessandro Molon, que disputará eleitorado com Jandira Feghali (PCdoB) e Chico Alencar (PSOL). O bispo evangélico e senador Marcelo Crivella (PRB) enfrenta o desgaste da morte de três moradores do Morro da Providência com o envolvimento do Exército que protegia obras sociais suas. E o DEM, que governou a cidade nos últimos 16 anos, ainda fará a convenção que irá homologar a candidatura da deputada federal Solange Amaral.

BELO HORIZONTE   Continuação...