Jobim critica "leniência" da Anac com os problemas e Congonhas

terça-feira, 23 de outubro de 2007 16:56 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou a postura da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em relação aos problemas registrados no fim de semana no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

"Ela continua naquela leniência que a caracteriza neste momento", atacou Jobim, durante cerimônia de entrega de comendas da Ordem do Mérito Aeronáutico, na terça-feira.

"A Anac tinha que intervir no sentido de definir regras (para as empresas) através da legislação", cobrou Jobim.

O ministro já indicou para a Anac os nomes dos engenheiros Alexandre Gomes de Barros e Claudio Jorge Pinto Alves, além do economista Marcelo Guaranys para ocupar diretorias na agência. As indicações têm de ser aprovadas pelo Senado.

O brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho já passou pelo crivo do Senado e foi nomeado para a diretoria de segurança operacional.

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, Jobim aguarda a posse de três de seus indicados para negociar a saída de Milton Zuanazzi, diretor-presidente da Anac, e indicar sua assessora Solange Vieira para presidir o órgão.

Perguntado sobre a decisão de Zuanazzi, de não deixar o cargo, Jobim deu a entender que a saída do dirigente é questão de tempo. "Cada coisa no seu tempo, nós ainda não terminamos o almoço, temos que esperar pelo jantar", disse o ministro, ressaltando que é preciso ter "uma nova estrutura na Anac que responda a suas necessidades e às necessidades do espaço aéreo e da circulação no Brasil."

Jobim descartou a volta da crise e considerou os problemas em Congonhas decorrentes do mau tempo. O ministro também atribuiu responsabilidades às companhias aéreas.

"O problema no último final de semana foi meramente climático e mostra a inadequação ainda da conduta das empresas no atendimento correto dos passageiros."   Continuação...