23 de Outubro de 2007 / às 18:57 / 10 anos atrás

Jobim critica "leniência" da Anac com os problemas e Congonhas

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou a postura da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em relação aos problemas registrados no fim de semana no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

"Ela continua naquela leniência que a caracteriza neste momento", atacou Jobim, durante cerimônia de entrega de comendas da Ordem do Mérito Aeronáutico, na terça-feira.

"A Anac tinha que intervir no sentido de definir regras (para as empresas) através da legislação", cobrou Jobim.

O ministro já indicou para a Anac os nomes dos engenheiros Alexandre Gomes de Barros e Claudio Jorge Pinto Alves, além do economista Marcelo Guaranys para ocupar diretorias na agência. As indicações têm de ser aprovadas pelo Senado.

O brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho já passou pelo crivo do Senado e foi nomeado para a diretoria de segurança operacional.

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, Jobim aguarda a posse de três de seus indicados para negociar a saída de Milton Zuanazzi, diretor-presidente da Anac, e indicar sua assessora Solange Vieira para presidir o órgão.

Perguntado sobre a decisão de Zuanazzi, de não deixar o cargo, Jobim deu a entender que a saída do dirigente é questão de tempo. "Cada coisa no seu tempo, nós ainda não terminamos o almoço, temos que esperar pelo jantar", disse o ministro, ressaltando que é preciso ter "uma nova estrutura na Anac que responda a suas necessidades e às necessidades do espaço aéreo e da circulação no Brasil."

Jobim descartou a volta da crise e considerou os problemas em Congonhas decorrentes do mau tempo. O ministro também atribuiu responsabilidades às companhias aéreas.

"O problema no último final de semana foi meramente climático e mostra a inadequação ainda da conduta das empresas no atendimento correto dos passageiros."

PERÍODO DE TURBULÊNCIA

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, também atribuiu os atrasos à chuva e ao fim de semana "muito carregado", e descartou qualquer pane no sistema.

Ele disse que a responsabilidade de estruturar os meios de transporte aéreo não é da Infraero, e que se houve falta de atendimento aos passageiros "vamos pedir que a agência tome ações contra as empresas".

Segundo Gaudenzi, a Anac passa por um momento "um pouco turbulento" por só ter um dirigente, o que prejudica suas ações.

"Não é que paralisa, mas dificulta muito os trabalhos." Ele afirmou que é preciso que rapidamente se ocupe a direção da Anac para trabalhar dentro de uma nova arquitetura que é a Secretaria de Aviação Civil coordenando a Infraero, a Anac, e o Decea para que todos trabalham no mesmo lado.

Gaudenzi admitiu que houve falha de comunicação e que a Infraero deveria ter alertado a todos de que se tratava de um final de semana atípico.

"Deveríamos ter chamado a atenção que seria um momento delicado, como poderá ocorrer no final do ano. Haverá momentos em que os aeroportos estarão bastante movimentados, devemos alertar, se for possível, para que as pessoas procurem por horários menos congestionados."

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