November 23, 2007 / 7:18 PM / in 10 years

Oferta de GNL não preocupa PETROBRAS, que confirma cronograma

3 Min, DE LEITURA

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 23 de novembro (Reuters) - A Petrobras (PETR4.SA) está confiante em conseguir fechar contratos de compra de GNL (gás natural liquefeito) para atender o mercado brasileiro já a partir de 2008, apesar da grande demanda internacional pelo combustível, afirmou nesta sexta-feira a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster.

A companhia manteve o cronograma para os projetos de unidades de regaseificação de GNL no Brasil e espera poder colocar no mercado no primeiro semestre do ano que vem gás destas centrais.

Graça Foster afirmou que cinco pré-contratos já foram assinados para o fornecimento de GNL. Esses documentos garantem o direito de a estatal manter negociações com os fornecedores.

"As negociações em relação a preços e volumes estão em curso, mas são de alta confidencialidade. Não vamos falar se já fechamos", afirmou.

O mercado de GNL é bastante fechado e algumas fornecedoras impõem cláusulas de cancelamento de fornecimento no caso de divulgação de detalhes financeiros dos contratos.

A Petrobras recebeu nesta semana da Secretaria de Meio Ambiente do Rio a licença ambiental para instalação do primeiro terminal de regaseificação, na Baía de Guanabara.

A unidade terá capacidade para produzir até 20 milhões de metros cúbicos por dia de gás a partir de GNL e ficará pronta em maio de 2008.

Também em maio será concluída a obra do terminal de Pecém, no Ceará, com capacidade para produzir 7 milhões de metros cúbicos por dia.

Uma terceira planta está sendo avaliada pela empresa, que pretende chegar em 2012 com capacidade para colocar no mercado 31,1 milhões de metros cúbicos de gás a partir de GNL.

De acordo com Foster, apesar da alta demanda por equipamentos a empresa mantém o prazo de maio de 2008 para os primeiros projetos.

"São desafios que temos à frente. Estamos redobrando a equipe."

Sobre a pressão sobre os preços do GNL no mercado internacional, devido à grande procura, ela afirmou que o mercado de energia está "imprevisível" depois que o petróleo se aproximou da casa dos 100 dólares.

"Isso tem dificultado as negociações de cargas e torna difícil fechar o negócio. Mas o valor maior do GNL é ser um modal complementar", afirmou.

Edição de Marcelo Teixeira

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