PETROBRAS e Bolívia discutirão "interesse comum" em novembro

terça-feira, 23 de outubro de 2007 18:52 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 23 de outubro (Reuters) - O presidente da Petrobras (PETR4.SA: Cotações), José Sérgio Gabrielli, marcou para o início de novembro, em La Paz, reunião com o ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, para discutir interesses comuns, informou a estatal em nota.

O encontro, sem um dia definido, dará prosseguimento às discussões preliminares e sigilosas ocorridas nesta terça-feira no Rio de Janeiro. A reunião acontece no momento em que a Bolívia busca compromisso de investimentos por parte das empresas petrolíferas que atuam naquele país para aumentar a produção local.

Em agosto, o governo boliviano chegou a ameaçar de expulsão do país as empresas que não entregassem um plano de investimentos naquele mês. A Petrobras negou na época que tivesse um prazo para decidir sobre investimentos e afirmou que aplicaria apenas o suficiente para garantir o envio de gás natural boliviano ao mercado brasileiro.

"Na agenda do encontro, que foi reservado, discussões preliminares entre Petrobras e Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia sobre assuntos de interesse comum", limitou-se a informar a Petrobras em nota final da tarde sobre a reunião de terça-feira na sede da estatal.

As relações entre a Petrobras e a Bolívia ficaram abaladas depois que o governo de Evo Morales decretou a nacionalização de ativos de petróleo e gás de empresas estrangeiras naquele país, no ano passado, o que fez a estatal brasileira desistir de investir cerca de 2 bilhões de dólares para duplicar a produção de gás na Bolívia.

Em acordo em agosto, após meses de negociações, a Petrobras vendeu para o governo boliviano refinarias que operava no país vizinho. Na ocasião, Gabrielli afirmou que enquanto a venda das refinarias não fosse resolvida, os investimentos adicionais naquele país estavam suspensos.

Com a venda concretizada em agosto, a expectativa é de que a Petrobras retome projetos para aumentar a produção de gás boliviano e atenda a crescente demanda do mercado brasileiro. Atualmente, a Bolívia exporta 30 milhões de metros cúbicos para o Brasil.