23 de Novembro de 2007 / às 21:13 / 10 anos atrás

PETROBRAS foca pré-sal em Tupi, mas Jubarte sai na frente

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 23 de novembro (Reuters) - O primeiro petróleo a ser produzido na ultraprofunda camada pré-sal pela Petrobras (PETR4.SA) sairá do campo de Jubarte, na bacia de Campos, no primeiro trimestre de 2008 e com produção de 10 mil barris por dia, informou o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella, nesta sexta-feira.

A experiência em Jubarte vai dar informações importantes à empresa para o desenvolvimento do campo gigante de Tupi, na bacia de Santos, onde se concentrará o foco da companhia na exploração da camada pré-sal, uma faixa promissora que se estende por 800 km na costa brasileira e para a qual a Petrobras desenvolve tecnologias no momento.

"Vai ser muito importante porque pela primeira vez vai se colocar em produção por um período longo na camada pré-sal. Pode-se usar informações desse poço na área de Tupi", disse Estrella em entrevista à Reuters.

O poço que vai atingir a camada ultraprofunda que contém óleo leve, de alto valor comercial, será conectado à plataforma P-34, que já está em operação no campo, informou.

Com brilho nos olhos ao falar de Tupi, projeto que leva sua assinatura, Estrella prevê declarar a comercialidade do campo que pode ter até 8 bilhões de barris de petróleo entre 2008 e 2009 e iniciar a produção piloto em 2010, com 100 mil barris diários.

Ele afirmou que a descoberta marca uma nova era na Petrobras, não apenas por agregar valor para a empresa, mas pelo avanço tecnológico que isso irá acarretar.

"Se abre uma oportunidade para uma visão nova, vamos aproveitar o gás que será produzido em Tupi de forma inovadora", disse o diretor.

Ele informou que está em contato constante com empresas de engenharia para descobrir a melhor forma de utilizar o gás que será produzido a 250 quilômetros de distância da costa brasileria.

"Até o final desse ano teremos a proposta do conceito para o aproveitamento de gás", garantiu o executivo.

Entre as alternativas, a que parece mais atraente aos olhos do diretor é a instalação de usinas termelétricas em alto mar, que seriam abastecidas com gás produzido no campo e ao mesmo tempo serviriam de gerador para as plataformas instaladas na região.

"Com isso a gente simplifica a plataforma que vamos instalar lá, que não vai precisar de gerador. Algumas geram até 150 megawatts", explicou.

Outra opção é trazer o gás para o continente por dutos, como é feito tradicionalmente, ou liquefazer o combustível e embarcá-lo em um navio, para posteriormente realizar a regaseificação em terminais atracados.

"Não é um gargalo tecnológico, é uma meta desafiadora e estamos trabalhando muito nisso", afirmou.

Segundo ele, serão formadas grandes unidades de trabalho em torno do campo de Tupi e outros em que a estatal opera na região.

"Tupi é prioritário e os blocos perto de Tupi. Toda nossa abordagem vai ser no sentido de criar um pólo de produção", disse Estrella, ressaltando que a palavra de ordem na Petrobras agora é inovação.

"Vamos buscar novas soluções, novas tecnologias. Em Tupi, tão importante quanto o volume de petróleo que será produzido é a oportunidade de a empresa passar para um patamar diferente", finalizou.

Edição de Marcelo Teixeira

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