Alckmin chama Kassab de dissimulado e vê cooptação de tucanos

terça-feira, 23 de setembro de 2008 14:10 BRT
 

SÃO PAULO, 23 de setembro (Reuters) - O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) elevou nesta terça-feira as críticas e afirmou que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) é dissimulado no uso do cargo, para vencer a eleição e seguir na prefeitura de São Paulo.

Alckmin também levantou suspeitas quanto aos métodos utilizados por Kassab para cooptar tucanos.

"A estratégia do Kassab tem sido permanentemente dividir o PSDB e estimular uma intriga interna no partido, usar as pessoas do PSDB e confundir a opinião pública. Isso tem sido feito por ele desde o início", disse Alckmin em sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo.

O candidato afirmou que é preciso investigar os métodos de conquista de apoios políticos pelo prefeito.

"Essa questão da cooptação de vereadores (tucanos) é vergonhosa. Entendo que não é a maneira correta de fazer política. Cabe investigar", afirmou.

Desde a última sexta-feira, as campanhas do PSDB e do DEM estão se atacando mutuamente. Os atritos começaram quando Alckmin acusou o DEM de impor Kassab como vice na chapa liderada por José Serra (PSDB), hoje governador do Estado.

Em seguida, Serra divulgou nota na qual classificou Kassab de "leal" ao projeto iniciado por ele na Prefeitura. Depois, um dos secretários tucanos da gestão Kassab saiu em defesa do atual prefeito, dizendo que Alckmin promove a desunião entre os dois partidos.

Apesar disso, Alckmin, que disse que o PSDB foi fundado há 20 anos para se diferenciar desse tipo de prática, acredita ser possível a união dos tucanos com o DEM no provável segundo turno em São Paulo, contra a petista Marta Suplicy, líder das pesquisas de intenção de voto.

"O segundo turno é outra eleição. Zera tudo. Começa tudo de novo", disse.

(Reportagem de Carmen Munari; Edição de Maurício Savarese)