23 de Setembro de 2008 / às 18:42 / 9 anos atrás

CONSOLIDA-Paulson e Bernanke pressionam por aprovação de plano

Por Jason Szep

NOVA YORK, 23 de setembro (Reuters) - Os arquitetos do plano de ajuda de 700 bilhões de dólares para instituições financeiras norte-americanas pediram ao Congresso dos Estados Unidos a tomada de ações rápidas sob risco duras consequências econômicas. Enquanto isso, a maior corretora japonesa concordou em comprar a filial européia do Lehman Brothers, no mais novo passo da dramática transformação da indústria financeira.

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson, afirmaram que a melhor chance para estabilizar os mercados das fortes tensões é o governo comprar as centenas de bilhões de dólares de títulos podres vinculados a hipotecas.

“A ação do Congresso é urgentemente requerida para estabilizar a situação e evitar o que pode, de outra forma, ter sérias consequências para os nossos mercados financeiros e nossa economia”, afirmou Bernanke no Comitê Bancário do Senado sem informar quais seriam as consequências.

Ele afirmou que os mercados financeiros globais “continuam sob forte estresse”.

Paulson, por sua vez, afirmou que as turbulências dos mercados já estão se espalhando para a economia mais ampla. “Nós precisamos agora tomar novas ações que vão além, precisamos agir de forma decisiva para tratarmos de forma fundamental e compreensiva a raíz da causa desta turbulência”, disse ele.

Democratas, que controlam ambas as câmaras do Congresso norte-americano, pressionaram do outro lado. O chairman do comitê bancário do Senado, Christopher Dodd, afirmou que os parlamentares precisam limitar os pagamentos do executivo para empresas que descarreguem ativos podres no governo sob risco de provocar a ira dos eleitores.

O plano de ajuda, afirmou ele, é “atordoante e sem precedentes em seu alcance e falta de detalhes”.

Mais tarde, ele afirmou que o projeto apresentado pelo Tesouro “não é aceitável” na forma atual e precisa de mudanças.

Empresas japonesas estão liderando a corrida por ativos de bancos de investimentos norte-americanos. A Nomura Holdings (8604.T) concordou em comprar ativos e as unidades européia e do Oriente Médio do Lehman Brothers, e afirmou que espera manter “uma significativa parcela” dos 2.500 funcionários nessas regiões.

Anteriormente, o maior banco japonês, o Mitsubishi UFJ Financial Group (8306.T), informou que comprará mais de 20 por cento do Morgan Stanley (MS.N) por aproximadamente 8,5 bilhões de dólares, enquanto o próprio Nomura comprou a franquia do Lehman no Japão e Austrália, com 3 mil empregados.

Estão crescendo as especulações de que o Goldman Sachs (GS.N), que como o Morgan Stanley está se transformando em um banco comercial, possa ser vendido para o Sumitomo Mitsui Financial Group (SMFG) (8316.T), terceiro maior banco japonês, com o qual possui um longo relacionamento.

“O SMFG sempre teve uma relação muito próxima com o Goldman Sachs, então você não pode descartar algum tipo de ligação mais abrangente aí”, disse Jason Rogers, analista de crédito da Barclays Capital.

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