CONSOLIDA-Crise força corte de juro na Suécia e Nova Zelândia

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 09:40 BRST
 

Por Keith Weir

LONDRES, 23 de outubro (Reuters) - A Nova Zelândia e a Suécia anunciaram cortes de juro nesta quinta-feira em resposta à crise financeira global e as exportações japonesas tiveram fraco desempenho em setembro, aumentando preocupações sobre uma recessão global.

Diversos investidores continuam saindo de economias emergentes, que devem procurar ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), aumentando ainda mais o nervosismo que toma conta do mercado.

A Suécia, que atuou em conjunto com o Federal Reserve e outros bancos centrais do mundo no corte coordenado de juro, reduziu ainda mais sua taxa básica, em 0,50 ponto percentual, e deixou a porta aberta para novos cortes.

Na Nova Zelândia, o banco central local fez um corte recorde do juro, de 1 ponto percentual, e também disse que novas reduções devem acontecer.

Bancos centrais ao redor do mundo estão tentando limitar os danos provenientes da pior crise financeira desde a Grande Depressão dos anos de 1930.

"Os cortes de juro visam aliviar os efeitos da crise financeira sobre a economia real", afirmou o Riskbank, da Suécia, em comunicado.

Muitos economistas acreditam que os efeitos da crise financeira sobre os negócios estão apenas começando a aparecer.

No Japão, as exportações cresceram apenas 1,5 por cento em setembro, na comparação anual. A variação ficou bem abaixo das estimativas e aumentou os temores de que a segunda maior economia do mundo esteja caminhando em direção a uma recessão. O dado também reforçou a aposta de que o Banco do Japão pode cortar o juro básico do país.

A Fiat FIA.MI e a sul-coreana Hyundai (005380.KS: Cotações) também contribuíram para o pessimismo em relação ao futuro do setor, ao apresentarem estimativas negativas para o próximo ano.

"Claramente, apesar do sistema bancário mundial ter sido salvo pelas garantias e recapitalização oferecidas pelos governos, a crise na economia real ainda está se aprofundando", afirmou Dariusz Kowalczyk, da CFC Seymour, in Hong Kong, em uma nota para clientes.