Suzano mira aquisições no Brasil e exterior, mesmo com expansão

quarta-feira, 23 de julho de 2008 16:07 BRT
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A Suzano, maior empresa em faturamento do segmento de papel e celulose do país, pretende dobrar de tamanho até 2015 por vias próprias, mas isso não impede a companhia de mirar aquisições no Brasil e no exterior, afirmou nesta quarta-feira seu presidente-executivo, Antonio Maciel Neto.

"Estamos olhando oportunidades de aquisição de maneira geral, não tem uma área específica ainda", disse o executivo a jornalistas após a companhia anunciar alta no lucro do segundo trimestre e projeto de expansão que vai mais que triplicar a capacidade de produção de celulose de eucalipto da companhia até 2015, para 6 milhões de toneladas por ano. Para mais informações clique [ID:nN23390380].

"Vamos administrar nosso projeto de crescimento orgânico e com isso vamos olhar a nossa nova organização mais atentamente. Não está tendo tantos novos negócios agora, mas a qualquer momento vai aumentar a concentração no setor", disse Maciel Neto.

Ele não comentou se a Suzano está considerando também uma eventual aquisição da Aracruz, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, que vem sendo vista pelo mercado como potencial alvo após fim de acordo de acionistas em maio que impedia mudanças no controle da empresa. O executivo negou ainda que a Suzano está avaliando a instalação de máquina de produção de papel nos Estados Unidos.

O projeto de expansão orgânica prevê instalação de duas novas fábricas de celulose com capacidade para 1,3 milhão de toneladas por ano cada no Maranhão e no Piauí --além de uma terceira de mesma capacidade cujo local ainda não foi decidido.

Segundo Maciel Neto, essa expansão usará recursos da própria geração de caixa da Suzano, atualmente na casa do 1 bilhão de dólares por ano, e que a empresa não precisará recorrer aos mercados de capitais para captar recursos.

Mas para uma eventual grande aquisição, a companhia pode partir para outros mecanismos de busca de recursos.

"Se houver oportunidade de aquisição no exterior ou no Brasil, e que for julgada interessante, podemos recorrer ao mercado de dívida e ao mercado de capitais", disse o executivo.   Continuação...