23 de Outubro de 2008 / às 20:18 / em 9 anos

ATUALIZA2-Tesouro atua para balizar preço de título público

(Texto atualizado com contexto e fechamento com ajuste dos DI)

BRASÍLIA, 23 de outubro (Reuters) - Em um esforço para balizar o preço dos títulos prefixados de mais longo prazo, especialmente demandado por estrangeiros, o Tesouro Nacional promoveu nesta quinta-feira um leilão de compra e venda simultânea de NTN-F, operação que será repetida na sexta-feira.

A última vez em que isso havia ocorrido foi em maio de 2006, quando o mercado também vivia um momento de forte volatilidade e o Tesouro adotou os leilões de compra e venda para vários títulos públicos.

Nesta quinta-feira, o Tesouro fez a operação simultânea para as NTN-Fs com vencimentos em 2012, 2014 e 2017.

Uma fonte do governo explicou que a iniciativa é a versão pública da medida adotada por empresas privadas de recomprarem suas ações no mercado, quando entendem que seus valores não estão refletindo os fundamentos das companhias.

No momento atual, a NTN-F tem se ressentido especialmente da piora dos mercados por ser um papel tradicionalmente procurado por estrangeiros, que estão se desfazendo de investimentos no Brasil para cobrir perdas em outros mercados.

O fato de o papel estar com um preço considerado ruim, pode acabar prejudicado a cotação dos demais títulos.

Pela manhã, o Tesouro anunciou o cancelamento do leilão tradicional de venda de títulos devido às "condições vigentes de mercado".

Mais tarde, o Tesouro comprou 30.000 NTN-F com vencimento em janeiro de 2012 pela taxa mínima de 17,80 por cento. Do vencimento de janeiro de 2014 foram comprados 140.000 notas, a 18,0 por cento e no vencimento de janeiro de 2017 a compra da autoridade atingiu 101.250 NTN-F pela taxa mínima de 18,1999 por cento.

A medida ajudou a moderar o comportamento da taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Depois de abrir o dia em forte alta e ultrapassar a marca dos 18 por cento, o DI de janeiro de 2012 recuou e fechou a 16,85 por cento, movimento visto em todos os contratos de maior liquidez.

Por Isabel Versiani; edição de Renato Andrade

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