Bolívia vai propor redistribuição de cotas de gás--jornal

sábado, 23 de fevereiro de 2008 09:54 BRT
 

BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente boliviano, Evo Morales, vai propor neste sábado uma redistribuição de suas exportações de gás para Argentina e Brasil para poder atender a crescente demanda energética dos países.

Em uma entrevista publicada no sábado pelo jornal argentino Clarín, o presidente boliviano afirmou que a nova redistribuição será proposta uma vez que seu país não pode garantir envios acordados da commodity nas épocas de maior consumo.

"Temos afirmado que os presidentes e nossos governos deveriam trabalhar no tema energético para atendermos as demandas que têm nossos povos", disse Morales, segundo o jornal.

"Todos temos necessidades e cada ano é necessário mais energia e há épocas críticas de acordo com cada país. Por isso temos que nos unir, observar essa situação para resolvermos de maneira conjunta a falta de energia nesta conjuntura", acrescentou.

O presidente da Bolívia se reúne neste sábado, em Buenos Aires, com a presidente argentina, Cristina Fernández, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é buscar uma solução para a questão energética das duas principais economias da região.

A Argentina compra diariamente da Bolívia 7,7 milhões de metros cúbicos de gás e pretende quadruplicar essa cifra a partir de 2010, enquanto o Brasil importa 30 milhões de metros cúbicos.

"Terei uma discussão com a presidente Cristina e com o presidente Morales, uma discussão que temos que fazer com toda a América do Sul. A questão energética passa a ser uma questão mundial muito delicada", disse Lula na sexta-feira, em Buenos Aires.

O governo argentino quer que o Brasil ceda parte de seu consumo para redirecionar parte do gás à Argentina e evitar que o país sofra no próximo inverno os sérios problemas energéticos pelos quais passa desde 2004.

 
<p>Bol&iacute;via vai propor redistribui&ccedil;&atilde;o de cotas de g&aacute;s--jornal. O presidente boliviano, Evo Morales, vai propor neste s&aacute;bado uma redistribui&ccedil;&atilde;o de suas exporta&ccedil;&otilde;es de g&aacute;s para Argentina e Brasil para poder atender a crescente demanda energ&eacute;tica dos pa&iacute;ses. 23 de fevereiro. Photo by Enrique Marcarian</p>