23 de Fevereiro de 2008 / às 13:35 / 9 anos atrás

Tropas turcas intensificam campanha contra rebeldes no Iraque

<p>Tropas turcas intensificam campanha contra rebeldes no Iraque. Soldados turcos intensificaram sua ofensiva contra as guerrilhas curdas do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdist&atilde;o) no norte do Iraque no s&aacute;bado. 22 de fevereiro. Photo by Stringer</p>

Por Daren Butler

CIZRE, Turquia (Reuters) - Soldados turcos intensificaram sua ofensiva contra as guerrilhas curdas do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) no norte do Iraque no sábado. Há dois dias as tropas cruzaram a fronteira montanhosa numa campanha que, segundo esperam os aliados da Turquia, deve ser breve e restrita.

O governo do Iraque pediu à Turquia que respeite sua soberania e evite qualquer ação militar que ameace a segurança. Uma fonte turca disse à Reuters que as operações deveriam se intensificar no sábado.

"Entendemos completamente o tamanho da ameaça enfrentada pela Turquia, mas as operações militares não resolverão a crise do PKK", disse o porta-voz do governo iraquiano Ali al-Dabbagh em coletiva de imprensa.

Washington compartilhou informações de inteligência com a Turquia, sua aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), sobre os movimentos do PKK no Iraque. E pediu a Ancara que limite a operação a alvos rebeldes específicos e que sua conclusão seja rápida.

Em declaração na tarde de sexta-feira, o comando militar da Turquia disse que cinco de seus soldados e pelo menos 44 rebeldes haviam sido mortos no Iraque desde o início da campanha, na noite de quinta-feira.

"Os dados que recebemos sugerem que os ditos líderes (dos rebeldes no Iraque) estão em pânico, tentando fugir rapidamente da região, em direção ao sul", disse.

Há relatos conflitantes sobre a escala da operação militar turca.

Um importante militar turco disse à Reuters que duas brigadas de cerca de 8 mil soldados participam da operação, embora autoridades iraquianas e um oficial das forças de coalizão em Bagdá sugiram que o número não passa de "algumas centenas".

Os militares estão ansiosos para evitar possíveis conflitos com as forças de segurança curdas iraquianas e disseram que o PKK é o único alvo da ofensiva turca.

"Nossos soldados estão lutando heroicamente em condições climáticas adversas e terreno inóspito. A operação terminará assim que nossos alvos forem alcançados", disse o oficial turco.

Do lado turco da fronteira, próximo à cidade de Cizre, militares patrulham estradas remotas em torno das montanhas cobertas de gelo que levam ao Iraque.

Helicópteros militares sobrevoam o local e veículos blindados tripulados circulam nas estradas entre as diversas bases militares que salpicam a fronteira.

ESTABILIDADE REGIONAL

A Turquia diz ter direitos, segundo as leis internacionais, para atacar o PKK no Iraque, onde estima-se que 3 mil rebeldes estejam sediados.

Os militares turcos vêm bombardeando posições do PKK no norte do Iraque desde que receberem autorização do parlamento para realizar operações através da fronteira em outubro.

Ancara culpa o PKK pelas mortes de quase 40 mil pessoas desde o início da revolta armada em 1984. Washington e a União Européia, assim como a Turquia, consideram o PKK como grupo terrorista e a reação internacional à mais recente ofensiva foi branda.

Mas os Estados Unidos e a União Européia temem que uma campanha militar longa dentro do Iraque aumente o risco de confrontos sérios entre as forças turcas e curdas iraquianas, além de desestabilizar o frágil governo em Bagdá, apoiado pelos EUA.

O comando turco não especificou o tamanho ou a duração da operação surpresa, embora um canal de televisão turco tenha dito que ela durará cerca de 15 dias.

O governo e os militares turcos vêm sofrendo pressões internas para coibir o PKK desde uma série de ataques letais aos soldados do país no fim do ano passado.

Bagdá, que tem pouco poder sobre o norte do Iraque autônomo, pediu uma solução diplomática para a presença do PKK.

A Turquia realizou diversas ofensivas por terra nos anos 1990 no norte do Iraque contra o movimento separatista, e desde então mantém pequenos contingentes de soldados em bases no local.

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