October 24, 2008 / 9:26 PM / 9 years ago

BOVESPA-Após 4a queda, índice já perdeu metade do valor em 2008

4 Min, DE LEITURA

(Texto atualizado com mais informações e números oficiais de fechamento da bolsa)

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 24 de outubro (Reuters) - De olho num horizonte cada vez mais assustador da economia mundial, os investidores mantiveram-se firmes na ponta vendedora, conduzindo a Bolsa de Valores de São Paulo ao seu pior nível desde novembro de 2005.

Com queda de 6,91 por cento, a quarta consecutiva, o Ibovespa .BVSP fechou o dia em 31.481 pontos, valendo menos da metade do que no começo do ano. Só nesta semana, o índice perdeu 13,5 por cento.

O giro financeiro do pregão totalizou 4,47 bilhões de reais.

Os indícios de que a economia global está se contraindo fortemente foram novamente pródigos. De um lado, a Grã-Bretanha informou que seu PIB encolheu 0,5 por cento no terceiro trimestre, a primeira queda em 16 anos.

De outro, a agência de classificação de risco Standard & Poor avaliou que a economia dos Estados Unidos já está em recessão e que o PIB do país vai se contrair em 0,1 por cento em 2009.

Com esse pano de fundo, os preços de commodities foram novamente ladeira abaixo. De nada adiantou o anúncio de que a Opep acertou a redução da produção de petróleo em 1,5 milhão de barris por dia.

Na bolsa paulista, o declínio do barril do óleo contaminou Petrobras (PETR4.SA), que desabou 10,1 por cento, para 20,40 reais, com uma das maiores baixas do índice.

O pessimismo generalizado não poupou nem Vale (VALE5.SA), que tombou 5,36 por cento, para 22,05 reais, mesmo depois de a mineradora ter divulgado lucros acima das expectativas de analistas no terceiro trimeste.

"Os preços dos papéis das empresas estão ficando cada vez mais distantes dos fundamentos, porque muitas estão crescendo e elevando os lucros. Mas com investidores precisando fazer caixa, o que está guiando os negócios é a expectativa de que os efeitos da crise vão se perpetuar em 2009", disse Luiz Chrysostomo, diretor da área de private banking da Anbid.

Unibanco

No meio de uma sessão tão negativa, uma empresa ainda conseguiu terminar o dia melhor do que começou. Alvo de crescente desconfiança do mercado, o Unibanco se viu obrigado a antecipar a divulgação de seus resultados trimestrais, detalhando seus números para tentar conter especulações.

Num primeiro momento, o esforço fracassou. Sua unit UBBR11.SA, que já havia caído 9,8 por cento, na quinta-feira, chegou a despencar quase 23 por cento.

Depois, esclarecimentos prestados por executivos do banco em teleconferência com jornalistas acabaram repercutindo positivamente, o que amainou a perda do papel para 8,7 por cento, fechando o dia a 10,50 reais.

Edição de Alexandre Caverni

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