24 de Janeiro de 2008 / às 14:29 / 10 anos atrás

Desemprego no Brasil tem recorde de baixa em 2007

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mercado de trabalho brasileiro melhorou significativamente em 2007: a taxa média de desemprego foi a menor desde 2002, a informalidade diminuiu e o rendimento aumentou, embora não tenha conseguido repor as perdas dos anos recentes.

Em dezembro, o desemprego também registrou a menor taxa da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em razão de um movimento sazonal --mesmo motivo que deve elevar a taxa neste início de ano.

O IBGE não fez previsões sobre o comportamento do desemprego em 2008, mas disse que o rendimento deve conseguir repor as perdas recentes.

A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou em 7,4 por cento em dezembro, ante 8,2 por cento em novembro, informou o IBGE nesta quinta-feira. Em 2007, a taxa foi de 9,3 por cento, frente a 10 por cento em 2006.

“Em dezembro, a queda na taxa não foi por conta de geração de emprego. Foi por conta da redução da desocupação e do aumento da inatividade. Na última semana de dezembro ninguém procura emprego”, disse Cimar Pereira, técnico do IBGE.

“O cenário econômico foi favorável para a reação do mercado de trabalho em 2007... Os resultados são muito positivos para todos os indicadores: aumento do salário mínimo, inflação sob controle, juros menores.”

No primeiro bimestre de 2008, a taxa de desemprego deve subir um pouco, como costuma ocorrer nesta época do ano devido, sobretudo, à demissão de trabalhadores temporários, estimou Pereira.

“Com exceção do Rio de Janeiro, por conta do Carnaval e do turismo, a dispensa de temporários se intensifica no início (do ano) e a tendência histórica é de a taxa subir.”

O IBGE acrescentou que o número de pessoas ocupadas cresceu 3 por cento em 2007 sobre o ano anterior, enquanto o número de desocupados declinou 4 por cento. A formalidade atingiu 42,4 por cento dos ocupados, acima dos 41,4 por cento de 2006.

RENDIMENTO

O rendimento médio dos trabalhadores subiu 3,2 por cento, para 1.143,72 reais, mas se manteve abaixo do patamar de 2002, de 1.205 reais.

“O débito com o qual ainda ficamos em 2007 foi não ter recuperado os efeitos da recessão de 2002 sobre o rendimento”, acrescentou Pereira.

Em 2006, a renda havia avançado em ritmo mais forte, de 4 por cento.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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