January 24, 2008 / 9:28 PM / 10 years ago

CONSOLIDA-Tesouro espera melhorar dívida e captar em 2008

4 Min, DE LEITURA

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA, 24 de janeiro (Reuters) - O Tesouro Nacional prevê uma melhora do perfil da dívida pública federal este ano e avalia que as turbulências externas não serão empecilho para que o Brasil realize emissões externas ainda no primeiro semestre de 2008.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2008, divulgado pelo Tesouro nesta quinta-feira, estabelece como metas o alongamento dos prazos das dívidas interna e externa e a elevação da participação dos papéis prefixados e atrelados a índices de inflação --considerados melhores para o gerenciamento da dívida.

O cenário básico considerado pelo Tesouro na formulação do programa levou em conta a "ausência de choques externos significativos" e "espaço para queda da taxa de juros", segundo o relatório divulgado à imprensa.

Ao comentar o programa, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, se disse "convencido" da contínua melhoria do perfil da dívida.

"Os objetivos serão alcançados com maior ou menor velocidade dependendo das condições de mercado, mas a tendência é a mesma", afirmou Augustin a jornalistas.

O secretário-adjunto do Tesouro, Paulo Valle, anunciou que o governo pretende fazer nova emissão externa ainda no primeiro semestre do ano.

Segundo Valle, uma "janela de oportunidades" foi aberta na primeira quinzena de janeiro e alguns países emergentes aproveitaram para fazer emissões, mas o Brasil considerou que as condições de mercado ainda podem melhorar.

"O mercado ainda está cobrando um preço adicional", disse. Mas ele ponderou que, embora os prêmios cobrados tenham subido, a taxa nominal está mais baixa do que em momentos do passado em que o Brasil fez captações.

"Pretendemos acessar o mercado no primeiro semestre, dependendo das condições do mercado... estamos atentos", disse a jornalistas.

O Brasil emitiu no mercado externo pela última vez em junho do ano passado.

Segundo Augustin, a prioridade do governo é emitir em real ou dólar ao longo do ano, "mas estamos avaliando a possibilidade de também emitir em euro", acrescentou.

A dívida mobiliária federal deverá fechar 2008 entre 1,48 trilhão e 1,54 trilhão de reais, segundo o PAF, após ter encerrado 2007 em 1,333 trilhão de reais --abaixo da meta estabelecida pelo Tesouro para o ano, que ia de 1,37 trilhão a 1,45 trilhão de reais.

De acordo com o PAF, o Tesouro trabalha com a expectativa de levar a parcela de títulos prefixados para algo entre 35 e 40 por cento do total da dívida. Em dezembro, a participação desse tipo de papel ficou em 35,1 por cento, dentro da meta de 2007.

Ao mesmo tempo, o governo espera que o volume de títulos com correção pela taxa básica de juro caia para algo entre 25 e 30 por cento do total, de um patamar de 30,7 por cento alcançado em dezembro.

No caso da dívida atrelada a índice de preços, a meta do Tesouro é continuar elevando a participação e fechar o ano entre 25 e 29 por cento do total. Esses papéis responderam por 24,1 por cento do total no fim do ano passado.

Edição de Alexandre Caverni

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