Governo quer fonte de recursos para projetos de saúde do Senado

quinta-feira, 24 de abril de 2008 15:12 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo pode apoiar três projetos previdenciários e de saúde aprovados pelo Senado desde que sejam encontradas fontes de financiamento, disseram deputados presentes à reunião do Conselho Político, nesta quinta-feira.

Os projetos aprovados pelo Senado referem-se à regulamentação da emenda 29, que eleva os recursos para a saúde; ao aumento para os aposentados com base no reajuste do salário mínimo e ao fim do fator previdenciário.

As três medidas, que aguardam votação na Câmara, representariam uma despesa extra de 49 bilhões de reais sem fonte de financiamento definida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu cautela aos líderes aliados no trato da questão e alternativas para fontes de custeio.

"Não somos prisioneiros desses projetos. Para aprová-los precisamos buscar uma solução de recursos", disse o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE).

Uma sugestão, levantada pelo líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES), é aumentar impostos sobre bebidas e fumo.

"Não existe receita para cobrir essas despesas. Da forma como foi aprovada no Senado não é realista", disse Casagrande.

Outra hipótese cogitada pelos aliados do governo seria buscar na reforma tributária fontes de financiamento para essas propostas. De qualquer forma, o assunto já esta pautado para as próximas reuniões do Conselho Político e enquanto não houver uma fonte de financiamento clara o governo vai barrar os projetos na Câmara.

Mais cedo, no Congresso, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que tem o compromisso de levar à votação a emenda 29.

"Ela será votada. O governo terá oportunidade de se manifestar, e o Congresso buscará as fontes de custeio", disse Chinaglia.