Governo quer tratar MPs como questão de Estado, diz Fontana

segunda-feira, 24 de março de 2008 16:58 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), defendeu que as medidas provisórias sejam tratadas como questão de Estado e não como confronto entre governo e oposição.

Antes de seguir para a reunião do conselho político do governo na tarde desta segunda-feira, no Palácio do Planalto, Fontana confirmou que um novo rito para a tramitação das MPs seria tratado no encontro.

"O assunto deve ser tratado como questão de Estado e não de governo e oposição. Temos que buscar um equilíbrio, é isso que defendemos", disse Fontana a jornalistas.

Segundo Fontana, o governo tem mostrado boa vontade para um entendimento, tanto que a última medida provisória enviada ao Congresso foi a do salário mínimo, no final de fevereiro, disse ele.

A pauta de votações da Câmara nesta segunda-feira está trancada por 14 MPs, que impossibilitam a votação de qualquer projeto do Legislativo. A oposição tomou a questão como bandeira e está obstruindo a pauta.

"Pretendemos organizar a base para enfrentar a oposição, mas vamos insistir na busca de um acordo. Nosso desejo é um acordo de procedimentos. Não é razoável uma obstrução ostensiva porque paralisa o Congresso", argumentou Fontana.

O líder do governo na Câmara afirmou que no regime presidencialista, a governabilidade requer medidas provisórias para assuntos relevantes. Na reunião da coordenação política, mais cedo, a questão das MPs também foi tratada e o governo teria se mostrado aberto a negociações, mas preocupado em encontrar uma forma que não engesse suas ações.

"O governo não tem proposta fechada, temos que buscar alternativas", confirmou Fontana.