24 de Outubro de 2007 / às 15:37 / 10 anos atrás

Crise aérea só deve terminar em março de 2008, diz Jobim

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A crise aérea que atinge o país há mais de um ano só deve estar totalmente resolvida a partir de março do ano que vem, quando começarem a surtir efeitos as medidas que o governo vem tomando para solucioná-la, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

“Não adianta achar que você possa transferir ao passageiro a culpa e dizer que isso não é culpa da Anac, da Infraero e da empresa. O sistema é que não está funcionando. Espero que consigamos estabelecer uma linha de recomposição desse sistema a partir de março do ano que vem”, estimou Jobim, após visita ao aeroporto do Galeão, nesta quarta-feira.

Para Jobim, não existe solução imediata e os problemas vão diminuindo progressivamente. “É como uma febre, vai diminuindo aos poucos”, comparou.

Segundo o ministro, o problema da segurança aérea no país já foi resolvido, porém o governo ainda precisa solucionar questões como regularidade e pontualidade dos vôos. Jobim mais uma vez responsabilizou a Anac pelo desconforto dos passageiros nos aeroportos provocado pelos atrasos no vôos.

“Não há uma atitude proativa da Anac para resolver o problema da pontualidade no país.”

INVESTIMENTOS NO GALEÃO

Jobim reiterou que a normalização dos vôos no Brasil passa necessariamente pela redução dos vôos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo ele, qualquer atraso em São Paulo tem repercussão nacional.

“Uma das causas da falta de pontualidade é que qualquer efeito meteorológico em São Paulo tem um efeito dominó em todo o país. É preciso haver a desconcentração de Congonhas”, enfatizou.

Entre as medidas para aliviar Congonhas e Guarulhos, o governo está estudando a redução da tarifa de controle aéreo, da taxa de estacionamento de aviões e da taxa de embarque no aeroporto do Galeão para estimular a migração de vôos para o Rio de Janeiro.

A previsão do ministro é que essas medidas poderão ser implementadas em 30 dias. Jobim anunciou investimentos emergenciais de 70 milhões no Galeão em 2008, com recursos de emendas de bancadas do Estado, depois de constatar as condições do terminal 1.

“A situação é absolutamente péssima, precisamos tomar providências. Vamos alocar verbas porque há problemas de circulação, de distância entre os terminais e estruturais”, disse Jobim, que durante sua visita se deparou com várias goteiras no terminal 1, com esteiras rolantes desligadas e uma das escadas rolantes pifou durante a passagem de sua comitiva.

Parte da verba a ser destinada ao Galeão vai ser usada também na recomposição da pista do aeroporto. Jobim espera que com o investimento e as reduções de tarifas o volume de passageiros no aeroporto carioca suba de 9 para 12 milhões de passageiros nos próximos anos.

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