ELETROBRÁS vai determinar parceiros de controladas para Jirau

quinta-feira, 24 de abril de 2008 17:46 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 24 de abril (Reuters) - Somente Furnas tem sua participação garantida em parceria com a Odebrecht no leilão da segunda usina do rio Madeira, Jirau, entre as controladas da Eletrobrás (ELET6.SA: Cotações), afirmou o presidente da estatal, José Antonio Muniz Lopes, nesta quinta-feira. O leilão está previsto para 12 de maio.

"Ninguém está dizendo que as empresas vão perder sua autonomia, mas a Eletrobrás vai determinar quais parcerias estratégicas serão elaboradas, vamos decidir no Conselho na próxima semana", declarou o executivo após palestra no Clube de Engenharia, negando que as empresas vão repetir os consórcios feitos para disputar a primeira usina, de Santo Antônio.

Durante a palestra, Lopes chegou a comentar que era "muito difícil controlar os presidentes das empresas controladas", referindo-se a Furnas, Eletronorte, Chesf e Eletrosul.

Segundo Lopes, Furnas só vai continuar em parceria com a Odebrecht porque já tinha um contrato assinado e que não pode ser alterado. O consórcio liderado pela duas companhias venceu o leilão da usina de Santo Antonio ao ofercer uma tarifa 35 por cento menor do que o preço inicial.

"Furnas é um caso à parte, Furnas o Conselho não pode alterar, mas o resto tudo é possível", disse, afirmando que não teria deixado a empresa assinar "de jeito nenhum" o acordo com a Odebrecht se já estivesse na companhia.

O acordo entre Furnas e Odebrecht foi assinado em 2001 e envolvia estudos para a construção das duas usinas do rio Madeira, que pelo modelo de política energética do governo anterior dependia apenas da solicitação dos empreendedores para autorização da concessão.

Pelo novo modelo do setor, implantado no governo Lula, o projeto precisa ser disputado em leilão, com objetivo de garantir tarifas baixas.

As demais controladas da Eletrobrás haviam afirmado este mês que iriam repetir as mesmas parcerias, o que foi descartado pelo presidente empossado na holding no início de março.

"Desejos são desejos, as empresas fecham o que elas querem, mas falta aprovar no Conselho", afirmou.   Continuação...