China quer frear investimentos e manter preços sob controle

quarta-feira, 24 de outubro de 2007 10:53 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - O governo da China vai manter um controle restrito da política econômica pelo resto do ano para frear o aumento dos investimentos e da inflação, afirmou o primeiro-ministro, Wen Jiabao, nesta quarta-feira.

Ao apresentar suas prioridades econômicas para o quarto trimestre, Wen disse que o governo vai reduzir o investimento excessivo principalmente em indústrias que consomem muita energia e são grandes poluidores.

Dados oficiais a serem divulgados na quinta-feira devem mostrar que a economia cresceu no terceiro trimestre em um ritmo próximo aos 11,5 por cento do primeiro semestre. A taxa, a maior entre as grandes economias, tem sido impulsionada pelos investimentos em capital em todos os setores, de apartamentos a aeroportos.

"Atualmente, os novos projetos estão se expandindo muito rapidamente. Precisamos controlá-los de forma restrita, especialmente os de uso intensivo de energia e os altamente poluentes, bem como aqueles que estão em setores acima da capacidade", disse Wen.

Os comentários foram disponibilizados no principal site do governo na Internet, que resumiu o resultado de um encontro de rotina do Conselho de Estado, o gabinete chinês.

Wen também descartou, a princípio, qualquer aumento dos preços controlados pelo governo no resto do ano, que incluem energia, transportes e serviços públicos.

Essa medida foi anunciada inicialmente no mês passado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal agência de planejamento do país, depois que a inflação aos consumidores subiu para o maior nível em uma década --6,5 por cento nos 12 meses encerrados em agosto.

A taxa passou para 6,2 por cento em setembro, mas os comentários de Wen ressaltaram a preocupação do governo com a inflação disparada pela escassez de carne suína, um dos principais alimentos da China.

"Precisamos aumentar a supervisão dos preços e monitorar e combater firmemente todas as formas de comportamento ilegal na definição de preços", afirmou.

(Por Zhou Xin e Jason Subler)