CONSOLIDA-Grã-Bretanha encolhe, perspectivas para China pioram

sexta-feira, 24 de outubro de 2008 10:12 BRST
 

Por Mike Peacock

LONDRES, 24 de outubro (Reuters) - A economia britânica encolheu, a China disse que suas perspectivas são ruins e empresas do Japão à França sofreram nesta sexta-feira o aprofundamento das raízes da pior crise financeira em 80 anos.

Dados dos países da zona do euro mostraram que o bloco de 15 nações já está em rcessão, disseram analistas e os mercados entraram em parafuso.

Os índices futuros das bolsas dos Estados Unidos tiveram uma queda tão acentuada que travaram. O futuro do Dow Jones DJc1 cedeu 6,2 por cento, enquanto o principal indicador de ações da Europa .FTEU3 cedia 7,7 por cento. Mais cedo, o mercado de Tóquio caiu quase 10 por cento, atingindo o menor patamar em cinco anos e meio.

"A crise financeira global tem se espalhado e piorado de maneira constante, criando um severo choque para o crescimento econômico global", afirmou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, durante um encontro de autoridades da Ásia e da Europa.

A economia britânica amargou uma contração de 0,5 por cento no terceiro trimestre, a primeira em 16 anos, depois de ter crescido no segundo trimestre do ano.

Andrew Sentance, membro do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra, disse que o risco de uma recessão severa na Grã-Bretanha aumentou. "Felizmente, podemos evitar esse tipo de situação nas atuais circunstâncias, mas os riscos aumentaram", afirmou à rádio BBC.

Para piorar o cenário, uma pesquisa com empresas mostrou que o setor privado da zona do euro segue a passos largos para ter sua pior performance desde o início da década de 1990.

Em outubro, o índice Markit Eurozone Flash Purchasing Managers mostra o setor de serviços na contração mais acentuada desde o colapso após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Já a produção industrial contraiu-se no ritmo mais rápido em pelo menos uma década.

Os dados, que foram piores que o esperado, são a evidência mais sólida até o momento de que a crise financeira global está afetando a economia da zona do euro.

"É isso. Estamos claramente em recessão", disse Gilles Moec, economista do Bank of America. "Parece que é uma recessão séria, mais do que uma recessão suave."