24 de Outubro de 2008 / às 18:43 / em 9 anos

ATUALIZA-BNDES pode ajudar empresas com problemas em derivativo

(Texto atualizado com mais informações)

RIO DE JANEIRO, 24 de outubro (Reuters) - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta sexta-feira que a instituição pode ajudar as empresas exportadoras do país que tiveram problemas com derivativos cambiais.

Segundo ele, já há conversas entre o banco e algumas empresas afetadas pela forte valorização do dólar, mas o executivo não deu detalhes sobre como poderia funcionar essa ajuda.

“São empresas exportadoras que são robustas e de qualidade, que têm meios de solução com o sistema bancário privado e terão, se necessário, o suporte do BNDES para que nenhum problema de liquidez inviabilize empresas de grande qualidade e potencial”, disse Coutinho a jornalistas.

Segundo Coutinho, a ajuda a essas empresas será feita individualmente. “Nós estamos trabalhando para solucionar esses problemas. Eles levarão algum tempo, não são solucionáveis no atacado. Não há uma medida provisória para solucionar o problema”, disse Luciano Coutinho.

Uma das possibilidades cogitadas pelo presidente do BNDES é que a ajuda pode ser feita através de emissão de debêntures. “Muitas empresas tem programa de investimento no banco, então, em investimentos já realizados que você pode acertar o reembolso dos investimentos. Em outros casos, você pode usar o instrumento de debêntures, então, vamos ajudar.”

Ele acredita que a solução dessas perdas obtidas pelos exportadores que operavam com derivativos fiscais possam destravar a concessão de crédito por parte dos bancos privados.

CRESCIMENTO

Coutinho afirmou que a turbulência no mercado financeiro com reflexo no Brasil não condiz com os fundamentos da economia brasileira. Segundo ele, é preciso olhar para a economia doméstico com tranquilidade e serenidade.

Coutinho prevê uma recessão seguida de uma desaceleração nos Estados Unidos e na Europa nos próximos anos, mas projeta um robusto crescimento da economia brasileira entre 2009 e 2012, da ordem de 4,8 por cento. “Ainda que o crescimento caia no ano que vem, vamos nos manter perto de 5 por cento. Se não fosse a crise, poderíamos crescer entre de 5,5 a 6 por cento.”

Para Coutinho, a crise financeira pode ser uma “benção” para setores de infra-estrutura que estavam até o primeiro semestre com custos estrangulados em razão ao aumento do preço das commodities no cenário internacional.

“Empresas sofriam pressões de custo de orçamento porque o preço do aço e das matérias-primas subiram muito. (A crise) é uma benção para esses setores, porque vai baixar os custos.”

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below