25 de Outubro de 2007 / às 14:30 / em 10 anos

Economia forte ajuda a reduzir desemprego no país

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Impulsionado pelo crescimento da economia brasileira, o mercado de trabalho apresentou em setembro a menor taxa de desemprego do ano e o IBGE já projeta para dezembro recorde de baixa e uma média no ano de apenas um dígito.

De acordo com Cimar Pereira, economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a tendência de queda no desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou mais clara com os dados de setembro.

"Esse movimento da taxa ficou mais evidente... a expectativa é chegar em dezembro com a menor taxa para o mês e com uma média no ano no menor nível de toda a série histórica", disse Pereira em entrevista coletiva.

Em setembro, a taxa de desemprego no país atingiu 9 por cento --a menor da série do IBGE para meses de setembro e a mais baixa desde dezembro, quando foi de 8,4 por cento. Em agosto, a taxa de desempregados estava em 9,5 por cento, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira.

Uma taxa média anual de desemprego no Brasil de apenas um dígito só foi verificada em 2005, disse Pereira, quando ela foi de 9,8 por cento. "Isso só não vai acontecer (de novo) se houver uma catástrofe", acrescentou o economista.

A queda verificada de agosto para setembro reflete uma combinação entre menor procura e maior ocupação. "Você tem um mercado de trabalho propício à queda na taxa. O mercado de trabalho vai bem quando a economia trás boas notícias", disse o economista.

Segundo o IBGE, o número de desocupados caiu em 120 mil pessoas em setembro. Somente em São Paulo houve a contratação de 144 mil trabalhadores de um total de 210 mil nas seis regiões analisadas.

"São Paulo é o núcleo nervoso da economia do país. Quando a economia vai bem é lá que o mercado de trabalho demonstra primeiro a resposta. Isso é importante por tem repercussão nas outras regiões nos meses seguintes", frisou Cimar Pereira.

Embora o rendimento do trabalhador tenha ficado praticamente estável num mês tão positivo para o mercado de trabalho, na média do ano a expansão é de 3,6 por cento ante os nove primeiros meses de 2006.

"Os segmentos de comércio e prestação de serviços puxaram a média para baixo. Não podemos esquecer que a inflação também corroeu um pouco o rendimentos nos últimos meses", disse o economista do IBGE ao frisar que o INPC, índice usado para cálculo da renda real, subiu mais que o IPCA nos últimos meses.

"Ao longo do ano, temos uma melhora na economia que favorece o mercado de trabalho e um movimento de contratações em segmentos mais organizados e que pagam mais", acrescentou.

A renda do trabalhador avanço 2,5 por cento ante setembro de 2006, e ficou em 1.115,00 reais. Na média do ano, o rendimento está em 1.123,66 reais.

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