Obama ataca Nafta, mas apóia livre-comércio

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 09:43 BRT
 

Por Jeff Mason

LORAIN, Estados Unidos (Reuters) - O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu no domingo a parceiros comerciais de seu país que não é contra o livre-comércio, apesar de fazer críticas cada vez mais frequentes a acordos multilaterais, como o Nafta (que envolve também México e Canadá).

Esse é um dos principais temas da campanha dele em Ohio, onde os tratados comerciais são especialmente impopulares por acarretarem a perda de empregos industriais.

Também no Texas --outro Estado importante que realiza eleições primárias no dia 4-- Obama faz críticas contumazes ao Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês).

Ele atacou a adversária Hillary Clinton por ter mudado de posição a respeito do tratado e disse que um eventual governo Obama vai tentar alterá-lo para incluir mais proteções ambientais e trabalhistas.

Mas o senador diz que suas restrições ao Nafta não significam uma oposição ao livre-comércio como um todo. "Minha posição consistente [é de que] acredito no comércio. Só quero garantir que as regras de trânsito se apliquem a todos, sejam justas e reflitam os interesses dos trabalhadores, e não só dos lucros das empresas", disse ele após visitar operários numa fábrica de Ohio.

O Nafta entrou em vigor em 1994, quando os EUA eram governados por Bill Clinton, marido de Hillary.

Em um livro de memórias, a senadora diz que o Nafta foi um sucesso. Durante a campanha, porém, fala em revê-lo e acusa Obama de se queixar sem ter soluções a oferecer.

O candidato diz que sempre foi contra o Nafta e que os trabalhadores dos EUA não são os únicos a sofrerem com seus efeitos, já que no México tampouco houve melhora nos salários e benefícios.   Continuação...

 
<p>O pr&eacute;-candidato democrata &agrave; Presid&ecirc;ncia dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu no domingo a parceiros comerciais de seu pa&iacute;s que n&atilde;o &eacute; contra o livre-com&eacute;rcio, apesar de fazer cr&iacute;ticas cada vez mais frequentes a acordos multilaterais, como o Nafta (que envolve tamb&eacute;m M&eacute;xico e Canad&aacute;). Photo by Pool</p>