October 25, 2007 / 6:37 PM / 10 years ago

Dólar cai 0,77% com fluxo; piora externa limita queda

4 Min, DE LEITURA

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caiu nesta quinta-feira e voltou a fechar abaixo de 1,80 real, influenciado pela contínua entrada de recursos no país. A piora no mercado externo, porém, diminuiu a intensidade da queda.

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a 1,795 real, em baixa de 0,77 por cento. No mês, o dólar acumula desvalorização de 2,18 por cento.

A vinda de estrangeiros interessados nas ações da Bolsa de Valores de São Paulo aumentou a expectativa de entrada de moeda no país, e isso colaborou para que a moeda operasse em forte queda desde o começo do dia.

"O dólar está reagindo à possibilidade de fluxo positivo por conta do IPO (oferta pública inicial de ações) da Bovespa e por conta também das operações normais de exportação e de colocação de título lá fora", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

As ações da bolsa paulista começam a ser negociadas na sexta-feira. O IPO, que alcançou 6,6 bilhões de dólares, bateu recorde no país e coroa um ano repleto de operações do tipo --como o da Helbor, do ramo imobiliário, na segunda-feira.

"A gente (já) tem fluxo positivo em condições normais de temperatura e pressão, (então) é ainda mais com o IPO da Bovespa", acrescentou. No ano, o país acumula fluxo cambial positivo de mais de 70 bilhões de dólares, saldo recorde.

Mas após abrir na mínima, com queda de 1,38 por cento, o dólar foi gradativamente reduzindo sua queda à medida que os mercados internacionais se deterioravam.

"Tem acontecido com uma certa frequência, mesmo com bons fundamentos no sentido de fluxo. Quando a bolsa lá fora está de mau humor, com movimento de aversão a risco, a gente sofre aqui", comentou Knauer.

"Isso é uma amostra de que o mercado abre acreditando em uma coisa e aí, com a piora no cenário externo, ele dá uma ajustada nessa queda."

A queda das bolsas em Nova York marcou uma virada em relação ao começo do dia, quando ainda repercutia os rumores da véspera de que o Federal Reserve poderia cortar novamente a taxa de redesconto. A redução não veio, e o mercado acabou cedendo com mais uma série de resultados corporativos ruins.

Na última hora de sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas a operação teve pouca influência sobre a taxa de câmbio. A autoridade monetária definiu corte a 1,7950 real e aceitou, segundo operadores, ao menos uma proposta.

O BC anunciou também que fará uma pesquisa de demanda no mercado para um possível leilão de swap cambial reverso. A operação, com o objetivo de iniciar a rolagem de cerca de 2,5 bilhões de dólares em vencimento em 1o de novembro, seria realizada na sexta-feira.

O resultado da pesquisa com as condições do possível leilão será divulgado às 18h30.

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