25 de Março de 2008 / às 19:26 / em 9 anos

Confiança do consumidor despenca nos EUA

Por Burton Frierson

NOVA YORK (Reuters) - A confiança do consumidor norte-americano mergulhou para seu menor nível em cinco anos neste mês em meio a preocupações com uma inflação crescente e menor número de empregos, com o recorde de queda do valor dos imóveis em janeiro acrescentando ainda mais tensão ao ambiente, mostraram dados divulgados nesta terça-feira.

Os preços do imóveis usados nos Estados Unidos despencaram 11 por cento em janeiro frente ao mesmo mês em 2007, segundo medidas do Standard & Poor‘s/Case-Shiller.

Um relatório do Conference Board mostrou que as expectativas do consumidor em março com o futuro estão no menor nível em 34 anos e a ansiedade com as perspectivas do mercado de trabalho e com a inflação está no maior patamar desde o furacão Katrina em 2005.

A instituição afirmou que o índice de confiança do consumidor caiu para 64,5 em março --menor valor desde março de 2003-- ante uma medida revista de 76,4 em fevereiro.

“Estes são declínios dramáticos com todas essas más notícias atingindo os consumidores”, disse Nigel Gault, economista-chefe da agência de consultoria Global Insight. “É difícil dizer alguma coisa positiva para os consumidores.”

A média das previsões pesquisadas pela Reuters esperava a confiança do consumidor ficasse em 73,5 em março. O índice de fevereiro foi divulgado inicialmente a 75,0.

O Conference Board, uma organização privada de pesquisas, afirmou que o índice de expectativa com o futuro caiu para 47,9 --o menor nível desde janeiro de 1974-- ante a medida revista de 58,0 em fevereiro.

Em um outro sinal turbulento, o item “emprego difícil de conseguir” subiu para 25,1 em março --maior patamar desde outubro de 2005-- frente a medida revista de 23,4 em fevereiro.

“O componente que se refere ao mercado de trabalho do índice da confiança é o pior”, disse Josh Stiles, estrategista de bônus sênior da Ideaglobal. “A maioria dos norte-americanos está apertada agora e não está gastando em um ritmo normal. Isto é significativo.”

A medida da expectativa da inflação de 1 ano do Conference Board subiu para 6,1 por cento em março, maior leitura desde outubro de 2005 após o furacão Katrina, que impulsionou fortemente os preços do petróleo.

Em outubro de 2005, o índice de inflação da organização ficou a 6,4 por cento depois de bater 6,8 por cento no mês anterior.

Refletindo o congelamento do setor imobiliário, o índice de preço de imóveis do Standard & Poor‘s/Case-Shiller de 20 áreas metropolitanas caiu 2,4 por cento, para 180,65, ante dezembro, acumulando baixa de 10,7 por cento frente o mesmo mês no ano anterior e despencando 12,5 por cento se comparado ao pico de julho de 2006.

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