August 25, 2008 / 7:16 PM / 9 years ago

JURO-Cautela predomina e DIs fecham em alta com volume fraco

3 Min, DE LEITURA

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 25 de agosto (Reuters) - A maioria das projeções de juros subiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) nesta segunda-feira, demonstrando a cautela do mercado diante da agenda econômica da semana. A sessão foi de volume tímido de negócios.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2009 subiu de 13,85 para 13,88 por cento ao ano, e o DI janeiro de 2010 foi de 14,69 para 14,73 por cento.

"Os (contratos) mais longos até estão cedendo um pouco, mas os mais curtos estão com uma cautela grande", disse Rodrigo Ferreira, operador do Banco Alfa de Investimento.

O DI janeiro de 2012, que teve o terceiro maior giro deste pregão, recuou de 14,03 por cento para 14,01 por cento.

Para Ferreira, a cautela é explicada em parte pelo volume de negócios abaixo da média. "O mercado de juros está bastante sem liquidez, como todo o mercado hoje", afirmou.

O volume de operações foi especialmente prejudicado por uma falha no sistema de negociação Global Trading System (GTS), da BM&F.

Segundo Carlos Kawall, diretor de relações com investidores da BM&F Bovespa, o problema foi causado pela implementação de uma nova funcionalidade no sistema GTS e interrompeu o mercado até 10h40. A nova configuração "visa à redução do risco operacional das corretoras e clientes... Tal sistema rejeita, automaticamente, as ofertas muito distantes do último preço negociado ou da média dos últimos preços negociados", acrescentou Kawall em comunicado.

A prudência dos agentes também tem lugar antes da divulgação de índices importantes --na quarta-feira, por exemplo, sai o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de agosto.

De acordo com Ferreira, nesta segunda-feira o destaque da agenda foi a tradicional pesquisa Focus do Banco Central. O levantamento mostrou que os agentes mantiveram as projeções para a Selic no final de 2008 e 2009, mas diminuíram um pouco a expectativa para a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fim deste ano.

A projeção caiu de 6,44 para 6,34 por cento. Segundo o operador, a queda foi causada pelo resultado um pouco menor do que o esperado do IPCA-15 na semana passada.

No começo da sessão, o Banco Central recolheu 19,320 bilhões de reais dos bancos para controlar a liquidez do sistema financeiro. A operação teve prazo de um dia e remuneração de 12,93 por cento ao ano.

Edição de Daniela Machado

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