Estrangeiros têm cautela com expansão do setor naval no Brasil

quarta-feira, 25 de junho de 2008 19:25 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Maior construtor de navios do mundo atualmente, a Coréia do Sul está de olho na indústria naval brasileira e no potencial de encomendas que as novas descobertas na área do petróleo vão demandar. Mas com cautela, explicou à Reuters o diretor da Sy Marine do Brasil, Ronaldo Arouca.

"Eles estão querendo entender qual o futuro dessa área naval, porque ninguém vai colocar dinheiro no Brasil se não tiver um projeto de longo prazo", disse Arouca, representante de companhias coreanas que estão presentes pela primeira vez na Navalshore 2008.

Reunidas em um mesmo stand, Hyundai, Tank Tech, Panasia e Deyang prospectam oportunidades no país, mas sem pressa para decidir investimentos, segundo Arouca.

"É um primeiro passo, por isso eles estão vindo, mas só a encomenda da Transpetro não é suficiente, é uma visão de 10 anos, praticamente, é pouco, a Coréia faz um navio a cada 15 dias", ressaltou o executivo.

"Eles querem um plano mais concreto do governo (brasileiro) e das entidades no médio e longo prazo", concluiu.

Também animado com o novo mercado mas prevendo ainda algum tempo para tomada de decisões, o representante comercial da norueguesa Aker Promar, José Guilherme Vieira, foi reticente quanto a confirmar informações de que o grupo estaria planejando uma expansão.

"Ainda falta uma definição do grupo de se vale a pena exapandir ou melhorar a área atual", disse ele a jornalistas durante a feira da indústria naval no Rio de Janeiro.

O estaleiro Aker Promar, localizado em Niterói, estuda construir mais uma unidade em Quissamã, no Estado do Rio de Janeiro, ou se vai ampliar as instalações já existentes. Entre as dificuldades para um novo estaleiro, Vieira apontou a demora da licença ambiental e a dragagem de um rio, "que deveria ser feita pelas prefeituras de Campos e Quissamã e que ainda está para acontecer".   Continuação...