25 de Março de 2008 / às 16:25 / em 10 anos

BC vê expansão de até 25% do crédito sem preocupação

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central estima que o volume total de crédito no país crescerá de 20 a 25 por cento este ano, ritmo que considera “razoável” e “confortável” para a economia brasileira. Em 2007, o crédito cresceu 27,3 por cento.

A avaliação, feita nesta terça-feira, veio um dia depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestar preocupação com os níveis atuais de financiamentos.

“Isso nos levaria a relação crédito/PIB para algo como 40 por cento, ou em torno disso, que não é uma relação elevada quando se compara com economias similares à economia brasileira”, afirmou a jornalistas o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, ao comentar a estimativa. “Então você tem um crescimento razoável nos volumes de crédito... Não é um crescimento muito forte no seu conjunto.”

O estoque de crédito encerrou fevereiro em 957,6 bilhões de reais, ou 34,9 por cento do Produto Interno Bruto, o maior nível desde maio de 1995, quando estava em 35,1 por cento do PIB.

Na comparação com janeiro, mês com mais dias úteis que fevereiro, o volume cresceu 1,1 por cento.

Na segunda-feira, Mantega afirmou que pretende se reunir com representantes dos bancos esta semana para avaliar se os níveis de alavancagem das instituições é seguro.

Ele admitiu estar preocupado com os prazos de alguns financiamentos, como o de automóveis.

Lopes ponderou que apenas uma parcela da venda de automóveis é financiada. Em 2007, dados da Associação Nacional de Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) citados por Lopes mostram que essa parcela chegou a 38 por cento. Outros 28 por cento das vendas foram pagas à vista, 30 por cento por meio de leasing e 4 por cento, consórcios.

JURO SOBE

A taxa média de juros cobrada pelos bancos oscilou para 37,4 por cento ao ano no mês passado, frente a 37,3 por cento em janeiro.

A pequena elevação na taxa, segundo Lopes, reflete uma reação das instituições às medidas anunciadas pelo governo em janeiro para compensar o fim da CPMF --elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido cobrada dos bancos.

“Minha impressão é que, passado esse momento inicial de assimilação das medidas, as taxas vão se acomodar”, afirmou Lopes, ressaltando que dados preliminares de março já indicariam essa tendência.

O spread bancário --diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes-- subiu para 26 pontos percentuais, ante 25,7 pontos no mês anterior.

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