Linhas aéreas crescem na A. Latina mesmo com alta de combustível

sexta-feira, 25 de abril de 2008 12:34 BRT
 

Por Todd Benson e Chris Aspin

SÃO PAULO/CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O desempenho das principais companhias aéreas da América Latina continua forte, mesmo com a disparada do preço do combustível, devido ao crescimento do tráfego de passageiros puxado pela expansão das economias da região.

Do Chile ao México, as viagens aéreas crescem com a chegada do crescimento econômico à maioria da população, permitindo que milhões possam viajar pela primeira vez.

Graças ao salto na demanda, ao corte feroz de custos e às tarifas geralmente exorbitantes, as principais linhas da América Latina ou estão lucrando ou chegando perto da lucratividade --diferentemente do resto do setor, que sofre com prejuízos.

No Brasil, onde dois acidentes e uma crise de tráfego aéreo em menos de dois anos fizeram pouco para esfriar o mercado da aviação, companhias estrangeiras e novos atores aparecem para participar da festa.

Nos últimos meses, a alemã Lufthansa, a LAN Peru e a TAP Portugal assinaram acordos de code-share com a TAM, principal empresa aérea do Brasil. A KLM Royal Dutch Airlines e a Air France não ficaram atrás e assinaram com a arquirrival da TAM, a Gol.

Além disso, no mês passado, o fundador da JetBlue Airways, David Neeleman, divulgou planos para abrir uma nova companhia de baixo custo no Brasil. A previsão de início dos vôos é para 2009.

"O Brasil é o mercado de aviação mais importante da América Latina, e se ele não tivesse fundamentos atraentes no longo prazo, nós não veríamos essas companhias internacionais martelando a porta para poder entrar", disse Stephen Trent, analista do setor aéreo do Citigroup, em Nova York.

Mesmo assim, o Brasil não está imune aos problemas que afligem o setor nos Estados Unidos, onde as linhas aéreas estão sob pressão de fusão para cortar custos e melhorar a receita.   Continuação...