Otimismo volta aos investidores e bolsas da Ásia sobem

terça-feira, 25 de março de 2008 08:21 BRT
 

Por Anshuman Daga

CINGAPURA (Reuters) - Os mercados asiáticos tiveram forte alta nesta terça-feira, depois que o JPMorgan elevou oferta de compra do Bear Stearns e que as vendas de moradias nos Estados Unidos tiveram um inesperado aumento, elevando as expectativas de uma recuperação nos mercados de crédito e imobiliário norte-americanos.

Às 8h06 (horário de Brasília) o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico exceto Japão tinha forte alta de 4,18 por cento, aos 453,84 pontos. Será o terceiro fechamento seguido em alta do índice e o maior ganho diário do indicador desde o final de janeiro.

O índice Nikkei da bolsa de TÓQUIO subiu 2,1 por cento, com a Canon e outras exportadoras se beneficiando da queda do iene ante o recorde de maior alta em 13 anos da semana passada frente ao dólar.

Ações de instituições financeiras por todo o continente, desde o cingapuriano United Overseas Bank ao australiano Babcock & Brown, dispararam depois que o JP Morgan Chase quintuplicou sua oferta pelo Bear Stearns.

"Há um indício de que o mau momento no mercado de moradia nos Estados Unidos possa estar perto do fim e isso combinado com a melhora da oferta pelo Bear Stearns ajuda a compor uma expectativa nos investidores de que o pior momento da crise já passou", afirmou Hans Kunnen, chefe de pesquisa de investimento na Colonial First State, em Sydney. "Mas o mercado está se comportando como um ioiô".

A bolsa de SEUL subiu 1,19 por cento, a bolsa de SYDNEY disparou 3,7 por cento e o índice Hang Seng, da bolsa de HONG KONG, disparou 6,4 por cento. XANGAI teve oscilação positiva de 0,09 por cento, TAIWAN recuou 0,8 por cento e CINGAPURA avançou 2,5 por cento.

No mercado cambial, o dólar caiu ante a marca psicológica de 100 ienes, invertendo os ganhos do início das sessão depois que dados melhores que o esperado sobre moradias nos Estados Unidos reavivaram o otimismo sobre a maior economia do mundo.

"A grande questão agora é saber se a recuperação do dólar foi meramente um ajuste de posição antes dos feriados ou algo que possa impactar nos mercados globais mais a frente", explicou Haruhisa Takagi, chefe de câmbio no Sumitomo Mitsui Bank.