Equador pede que OEA analise morte de cidadão do país em ataque

terça-feira, 25 de março de 2008 07:40 BRT
 

QUITO (Reuters) - O Equador pediu na segunda-feira que a Organização dos Estados Americanos (OEA) analise a morte de um cidadão do país durante uma operação militar colombiana contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano e alertou que o caso é importante para criar um "ambiente de confiança" entre os dois países.

O pedido surgiu em meio à disputa entre Bogotá e Quito pela incursão colombiana de 1o de março em território equatoriano, numa operação na qual morreu o porta-voz das Farc Raúl Reyes e outras 23 pessoas, entre elas um equatoriano e quatro mexicanos.

A confirmação dada no fim de semana que o equatoriano Franklin Aizalia estava entre as vítimas fatais da operação militar reavivou a ira equatoriana que classificou o episódio de uma violação de sua soberania e pediu que a OEA trate do assunto e busque uma solução que preserve o respeito aos direitos humanos.

"Como esta situação está conectada com os fatos de 1o de março, abordados pela resolução da reunião de chanceleres da OEA, o Equador apelará à ação do secretário da OEA para que encontre uma solução definitiva para o caso", disse a chancelaria equatoriana em comunicado, sem afirmar, no entanto, que ação irá tomar junto à OEA, que já rejeitou a incursão colombiana.

O Equador também pediu que o governo colombiano prove as supostas relações de Aizalia com as Farc "por meio dos canais legais pertinentes".

"(Caso) as explicações positivas das autoridades da Colômbia brindem as demandas dos familiares, que têm o apoio do Estado equatoriano, contribuirão para criar um ambiente propício ... que permita deixar para trás as tensões deixadas pelo incidente de 1o de março de maneira progressiva", acrescenta o documento.

O corpo de Aizalia permanece num necrotério da Colômbia, depois que foi retirado por militares do território equatoriano junto ao cadáver de Reyes, após o ataque num acampamento clandestino na província amazônica de Sucumbíos.

O governo equatoriano vai apoiar a família de Aizalia com a repatriação do corpo e eventuais pedidos de reparação que possam ser feitos junto à Colômbia.

REUTERS ES