Notícias dos EUA permitem alívio e Bovespa sobe 2,6%

quarta-feira, 25 de junho de 2008 17:57 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A manutenção da taxa básica e a redução dos temores com o sistema bancário nos Estados Unidos abriram uma clareira para recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo, que registrou a segunda maior alta em junho nesta quarta-feira.

O Ibovespa fechou com avanço de 2,63 por cento, aos 65.853 pontos, depois de ter chegado a avançar mais de 3 por cento. O giro financeiro foi de 6,57 bilhões de reais.

"O mercado aqui estava bem machucado. Só faltava aparecer uma oportunidade que permitisse uma correção de preços, e foi o que aconteceu hoje", disse Kelly Trentin, analista da SLW corretora.

O mercado paulista já vinha em alta desde a abertura, puxado pelos ganhos das ações de bancos, em linha com o movimento internacional do setor, com a notícia de que o Barclays vai levantar 8,9 bilhões de dólares numa emissão de ações, o que alimentou as esperanças de Wall Street de que outros bancos farão o mesmo para aliviar os efeitos da crise de crédito nos Estados Unidos.

A tendência positiva ganhou força à tarde, depois que o Federal Reserve manteve o juro norte-americano em 2 por cento ao ano, embora tenha manifestado preocupação com pressões inflacionárias.

Wall Street estendeu os ganhos e depois voltou ao movimento anterior. O índice Dow Jones subiu apenas 0,04 por cento.

A Bovespa, no entanto, manteve a tendência de ascensão, puxada principalmente pelas ações de empresas ligadas a commodities. As líderes foram as ações preferenciais da Usiminas, com avanço de 5,3 por cento, a 81,10 reais. As ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional cresceram 4,7 por cento, a 70,50 reais.

Dentre os ativos com maior peso na carteira teórica, as ações preferenciais da Petrobras ganharam 2,8 por cento, a 54,69 reais, mesmo num dia de queda das cotações do petróleo. E as preferenciais da Vale tiveram ganho de 2,7 por cento, a 49,48 reais.

(Edição de Vanessa Stelzer)