Tata pagará menos de US$2,65 bi por Jaguar e Land Rover--fonte

terça-feira, 25 de março de 2008 10:36 BRT
 

LONDRES/MUMBAI, 25 de março (Reuters) - A indiana Tata Motors (TAMO.BO: Cotações)(TTM.N: Cotações) pagará menos de 2,65 bilhões de dólares pela compra das marcas Jaguar e Land Rover da Ford Motor (F.N: Cotações), informou uma fonte próxima da operação à Reuters, nesta terça-feira.

Mais cedo o canal de TV NDTV Profit informou que a companhia indiana aceitou pagar 2,65 bilhões de dólares pelas marcas. A emissora citou fontes não identificadas e acrescentou que o acordo será anunciado por volta das 15h30 (horário de Brasília), em Londres.

"Esse número de 2,65 bilhões de dólares é altamente improvável", disse a fonte. "Você tem que descer um pouco desse patamar", disse a fonte.

Comentando a divulgação da emissora de TV, um porta-voz do Tata Group afirmou que as negociações ainda estão acontecendo e que a empresa não tem previsão de anunciar um acordo. "Não temos nada a declarar no momento", disse o porta-voz.

A CNBC TV-18, também citando fontes anônimas, afirmou que o acordo deve ser assinado na quarta-feira e que seus detalhes serão conhecidos somente depois que a operação for aceita pela Tata Motors.

O presidente do conselho do Tata Group, Ratan Tata, e o diretor-gerente da empresa, Ravi Kant, devem conceder uma entrevista coletiva à imprensa sobre caminhonetes da empresa no salão do automóvel de Bangcoc, na quinta-feira.

Na segunda-feira, Kant preferiu não responder perguntas sobre acordo com a Ford num envento em Mumbai da Fiat India Automobiles, a joint-venture indiana entre a Tata e a italiana Fiat FIA.MI.

Analistas têm se mostrado em dúvidas sobre como a Tata irá incorporar as marcas de luxo em seus negócios de caminhões de grande porte e veículos de passageiros, incluindo o Nano, o carro mais barato do mundo, revelado em janeiro.

A Ford, que teve prejuízo de 2,7 bilhões de dólares em 2007 e de 12,6 bilhões de dólares em 2006 está cindindo a Jaguar e a Land Rover para se concentrar na retomada de lucratividade em suas operações na América do Norte.

(Reportagem de Pete Harrison em Londres e Hiral Vora e Narayanan Somasundaram, em Mumbai)