April 25, 2008 / 8:28 PM / 9 years ago

VALE descarta renovar operações de hedge que vencem este ano

4 Min, DE LEITURA

RIO DE JANEIRO, 25 de abril (Reuters) - A Vale (VALE5.SA) não pretende renovar os hedges feitos para a produção de cobre e alumínio que vencem ao longo deste ano. As operações foram uma recomendação de agências de classificação de risco na época da aquisição da Inco pela mineradora, para garantir o fluxo de caixa.

Segundo o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castelo Branco, a empresa deixou de ganhar com as operações de hedge porque os preços dos produtos subiram mais do que o estabelecido nos contratos.

As operações de hedge da Vale abrangem 50 por cento da produção de alumínio deste ano, projetadas em 550 mil toneladas, e 25 por cento da produção de cobre, que deverá somar 300 mil toneladas.

"O ganho ou perda que terei até o final do ano vai depender da volatilidade do preço dos produtos", disse Castelo Branco.

No primeiro trimestre deste ano, o impacto negativo das operações de hedge, que ainda incluem 5 por cento da produção de níquel, totalizaram 79 milhões de dólares.

A Vale divulgou na noite de quinta-feira lucro de 2,25 bilhões de reais no primeiro trimestre do ano, 55,8 por cento menor do que o registrado há um ano pelas regras brasileiras. Um dos fortes impactos para a queda foi efeito cambial nos ativos da companhia no exterior, segundo o executivo, de 488 milhões de dólares.

Pelas regras contábeis norte-americanas, o lucro foi de 2,02 bilhões de dólares, queda de 8,8 por cento contra igual período de 2007.

Castelo Branco explicou que o lucro pelas regras dos EUA poderia ser 737 milhões de dólares maior se não fosse o peso negativo de operações com derivativos, no valor de 318 milhões de dólares, que são apenas contábeis, e 419 milhões de dólares pelo impacto cambial.

"A companhia do mundo real, não contábil, está muito saudável", afirmou Castelo Branco, que se disse otimista com os projetos que a empresa pretende entregar este ano e que vão elevar sua produção.

A empresa já finalizou este ano o projeto de Fazendão, uma mina de minério de ferro de 15,8 milhões de toneladas para abastecer a terceira pelotizadora da Samarco, que também foi finalizada este ano e aumentou a capacidade da companhia para 7,6 milhões de toneladas de pelotas por ano.

Outro projeto citado fica na China e irá processar níquel produzido em Goro (Nova Caledônia).

Os quatro projetos que ainda serão entregues em 2008, segundo Castelo Branco, são a segunda mina de bauxita da Paragominas, que acresceta 4,5 milhões de toneladas à sua capacidade; expansão da Alunorte, que vai acrescentar mais 2 milhões de toneladas; e a finalização de Goro, com 60 mil toneladas de níquel, que começa a operar em dezembro.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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