25 de Março de 2008 / às 19:21 / em 9 anos

JURO-Projeções sobem, mas indefinição sobre Selic segura mercado

SÃO PAULO, 25 de março (Reuters) - A maioria das projeções de juros encerrou o pregão desta terça-feira em alta, em um mercado cauteloso pelas incertezas sobre a trajetória da Selic e o cenário externo.

Os juros futuros continuam precificando aumento da Selic este ano, mas o mercado ainda não é unânime em afirmar quando o aperto começará.

“O mercado esteve com um movimento bem restrito. O fluxo foi limitado e a própria variação das taxas foi pequena e oscilou bastante hoje. Isso reflete o ambiente de perspectiva para a taxa de juros que é bem indo indefinido”, disse Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

As projeções abriram o dia em baixa e os contratos mais negociados reverteram o movimento no fim do dia.

Para Neto, o mercado deve ter mais dias de volatilidade à frente, já que são esperados vários dados de inflação e atividade até a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para 15 e 16 de abril.

Nesta quarta-feira sai um dado amplamente observado, o IPCA-15. A previsão do mercado, segundo pesquisa da Reuters, é de desaceleração da inflação por esse indicador para 0,27 por cento em março, ante 0,64 por cento em fevereiro.

O Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2009 cedeu levemente, de 12,21 para 12,20 por cento ao ano. O DI janeiro de 2010 subiu de 13,20 para 13,23 por cento.

TÍTULOS PÚBLICOS

O Tesouro Nacional vendeu parcialmente a oferta de NTN-B na primeira etapa do leilão. As taxas subiram.

Os títulos com vencimento em maio de 2013 garantiram remuneração máxima de 8,01 por cento, acima da taxa da semana passada, de 7,58 por cento.

Os papéis para maio de 2017 saíram a 7,72 por cento, também acima dos 7,32 por cento do leilão anterior. Os títulos com vencimento em maio de 2011 pagaram 8,24 por cento, ante 7,80 por cento na semana passada.

“A taxa Selic/CDI subiu recentemente, ou seja, o custo do dinheiro subiu, e isso (alta das taxas nos leilões) acompanhou esse movimento... Veio dentro do consenso”, disse Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper.

No mercado aberto, o Banco Central recolheu 30,495 bilhões de reais, por 1 dia, pagando taxa de 11,19 por cento ao ano.

Reportagem de Vanessa Stelzer; Edição de Daniela Machado

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