June 25, 2008 / 7:41 PM / 9 years ago

CÂMBIO-Dólar rompe barreira psicológica e fecha abaixo de R$1,60

3 Min, DE LEITURA

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO, 25 de junho (Reuters) - O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, rompendo a barreira psicológica de 1,60 real pela primeira vez desde janeiro de 1999, em uma sessão marcada pela decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juro dos Estados Unidos em 2 por cento.

A moeda norte-americana BRBY caiu 0,75 por cento, a 1,591 real. A divisa, que acumula baixa de mais de 10 por cento neste ano, fechou no menor patamar desde 20 de janeiro de 1999.

O dólar operou grande parte do dia acima do piso de 1,60 real, mas na última hora de negócios, pouco antes do anúncio do Fed, o piso foi rompido.

Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, a expectativa maior era "romper o psicológico de 1,60 real". Após o anúncio do banco central dos EUA, a moeda cedeu ainda mais.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed deixou claro em seu comunicado que está bastante preocupado com a direção dos preços dos Estados Unidos, abrindo a possibilidade de aumentos da taxa de juro no futuro.

Galhardo lembrou que o diferencial entre as taxas cobradas interna e externamente não se estreitaram, mantendo a atratividade do Brasil.

"Temos expectativa de mais aumento de juro aqui e lá fora eles continuam segurando (os juros)", completou.

Segundo Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez, o fato do Fed demonstrar preocupação com a inflação dá mais tranquilidade para o investidor aplicar o seu capital em países emergentes.

"O Fed veio exatamente do jeito que o mercado queria, dando peso à inflação", afirmou o economista. "Como em tese você diminui o potencial de uma estagflação, a lógica é que o Fed não vai perder o controle... quanto mais estável, menor a aversão a risco."

Voss também ressaltou que nos próximos dias o mercado deve acompanhar e repercutir pontualmente "indicador por indicador", dando ênfase especial para os preços do petróleo que, em níveis recordes, têm alimentado a inflação global.

Reinaldo Bonfim, diretor da Pioneer Corretora, acredita que a tendência do dólar continua sendo de queda. "Na casa de 1,50 real já estamos, agora resta saber qual é o piso. Se é que isso tem piso."

No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu a taxa de corte a 1,600 real.

Edição de Renato Andrade

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below