Alimentos têm maior queda desde julho de 2006 e aliviam IPC-S

segunda-feira, 25 de agosto de 2008 08:20 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) marcou mais uma semana de desaceleração, em razão do aprofundamento da queda dos custos de alimentos, que foi a maior desde meados de julho do ano passado.

O indicador subiu 0,24 por cento na terceira prévia de agosto, ante alta de 0,34 por cento na segunda leitura do mês, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

"A principal contribuição para o recuo da taxa partiu do grupo Alimentação, que registrou queda de 0,45 por cento, a menor taxa desde a segunda semana de julho de 2006", disse a FGV em nota.

Na segunda leitura do mês, os custos de Alimentação também haviam recuado, mas em ritmo menor, em 0,06 por cento.

Na terceira prévia, todos os cinco itens da lista de maiores influências negativas para o IPC-S vieram dos alimentos: tomate, batata-inglesa, leite longa vida, melão e beterraba.

Também contribuíram para a desaceleração do índice as menores variações dos grupos Transportes, Vestuário e Educação, leitura e recreação, refletindo alívios de, respectivamente, gasolina, roupas e passeios e férias.

No lado contrário, aumentaram o ritmo de alta dos grupos Despesas diversas, Habitação e Saúde e cuidados pessoais, em razão de aumentos de, respectivamente, cigarros, telefone fixo e medicamentos.

O IPC-S da terceira leitura de agosto mediu a variação dos preços entre os dias 23 de julho e 22 de agosto, comparados aos coletados entre 23 de junho e 22 de julho.

(Reportagem de Vanessa Stelzer; Edição de Renato Andrade)