BNDES aprova recursos para viabilizar fusão Totvs-Datasul

segunda-feira, 25 de agosto de 2008 13:09 BRT
 

SÃO PAULO, 25 de agosto (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a concessão de um financiamento de 404,5 milhões de reais para a Totvs TOTS3.SA, que usará os recursos para financiar a fusão com a Datasul DSUL3.SA.

De acordo com informações do BNDES, do total dos recursos financiados, 200 milhões de reais serão concedidos por meio de debêntures conversíveis em ações que serão subscritas pela BNDESPar, enquanto os 204,5 milhões de reais restantes serão financiados por papéis de renda fixa.

A operação foi aprovada no âmbito do Programa para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (Prosoft-Empresa).

Com este novo negócio, a carteira de operações do Prosoft por mecanismo de renda variável, por mecanismo de renda variável, atinge a marca de 1,3 bilhão de reais, com 214 operações, segundo o banco de fomento.

Desse total, 986 milhões de reais referem-se ao Prosoft-Empresa, com 56 operações. O BNDES mantém parceria com a Sociedade Softex no fomento a operações diretas no âmbito desse programa.

Este não foi o primeiro aporte da BNDESPar na Totvs. Em 2005, o braço de participações do banco tornou-se acionista da Totvs para fortalecê-la em aquisições até que ela abrisse seu capital no Novo Mercado da Bovespa, em 2006.

Hoje, o BNDESPar detém 7,6 por cento das ações ordinárias da companhia. O acordo entre Totvs e Datasul foi fechado no final de julho e na semana passada os conselhos das duas companhias aprovaram o negócio.

A transação prevê a incorporação das ações da Datasul pela Makira do Brasil, companhia fechada controlada pela Totvs.

Uma vez consumada a operação, todos os acionistas da Datasul passarão a ser acionistas da Totvs, que vai emitir 4,464 milhões de novas ações ordinárias representativas de aproximadamente 14,3 por cento do capital social.

Os acionistas da Datasul também receberão 480 milhões de reais, dos quais parte em dividendos e parte pelo resgate de ações preferenciais da Makira.

(Reportagem de Taís Fuoco, Edição de Aluísio Alves)