Governo aceita negociar cinco pedidos do PSDB para aprovar CPMF

quinta-feira, 25 de outubro de 2007 16:20 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo aceitou avaliar cinco do seis pontos apresentados pelo PSDB para apoiar no Senado a prorrogação da CPMF, disseram senadores governistas e da oposição presentes ao almoço com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nessa quinta-feira.

O único ítem rejeitado por Mantega foi reduzir a cobrança da CPMF a apenas um ano. O ministro já havia afirmado que não só o atual governo, como o próximo, precisariam da arrecadação da CPMF, estimada em 40 bilhões em 2008, para fechar o orçamento.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) avaliou que três pontos são mais fáceis de implementar no curto prazo: a ampliação de recursos para a saúde dentro da CPMF, a redução da carga tributária e um redutor dos gastos públicos anuais.

As outras duas propostas -- execução mais rígida da Lei de Responsabilidade Fiscal e reforma tributária -- exigiriam um prazo maior, mas o governo teria que fechar compromisso agora, segundo Mercadante.

"Espero que cheguemos a um acordo antes da votação da CCJ", disse Mercadante.

O governo se comprometeu a apresentar uma resposta técnica o mais breve possível. Os senadores do PSDB disseram que se não houver acordo até a votação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça, prevista para a primeira quinzena de novembro, o partido vota contra o imposto.

O senador Artur Virgílio (PSDB-AM) estima que mesmo com o voto contrário dos tucanos na CCJ, eles serão derrotados, mas acabarão vencendo no plenário.

"Dois mudos conseguiram falar...agora a bola está com eles", disse Artur Virgílio referindo-se ao pontapé inicial do diálogo.