26 de Outubro de 2008 / às 12:36 / 9 anos atrás

Otimista, Tarso vê Planalto como grande vitorioso das eleições

Por Sinara Sandri

PORTO ALEGRE, 26 de outubro (Reuters) - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou neste domingo que o governo federal será o grande vitorioso das eleições municipais de 2008, apesar da possibilidade de derrota do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em importantes capitais.

"Independente do resultado das eleições, o governo federal sai vitorioso, por uma razão muito objetiva: ninguém se apresentou como oposição para ganhar votos", afirmou Tarso.

"Isso significa que há uma consagração em todas as forças políticas sobre o que representa o presidente Lula e o governo do Partido dos Trabalhadores e de seus aliados no país", acrescentou.

Outro vencedor da corrida municipal, na opinião do minsitro, é o PMDB, que sai fortalecido das urnas e pode ser determinante no processo de construção das candidaturas para a Presidência da República.

Segundo Tarso, se o PMDB mantiver o caráter de partido de centro, pode aderir tanto ao PT quanto ao PSDB na corrida sucessória em 2010. A capacidade de atração dependeria de definições programáticas dos dois partidos, que polarizam a cena política brasileira.

"Sai das eleições um cenário diferente para organizar o debate político para 2010, com três partidos sendo os reis do tabuleiro: PT, PSDB e PMDB", disse.

Para o ministro, estas definições programáticas passariam pela discussão de como seria tratado o "legado" de conquistas obtidas a partir da Constituição de 1988 e pelo acordo sobre questões como crescimento econômico, distribuição de renda, projeto nacional que garanta soberania na integração do país à economia mundial.

Tarso defendeu ainda a necessidade de uma reforma política que, entre outras coisas, definiria a verticalização das alianças. Segundo o ministro, a proposta já foi apresentada para o presidente Lula que teria considerado a idéia "boa", mas que necessitaria de uma discussão ampla com aliados e oposição.

CONHECER O POVO

Apesar de contar com a simpatia do presidente e ser a principal candidata à sucessão, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, evitou fazer qualquer projeção em relação às eleições presidenciais.

Ela considerou a campanha eleitoral como uma oportunidade para "conhecer o povo brasileiro" que seria o "grande sujeito da democracia".

Na sua avaliação sobre o desempenho como cabo eleitoral, considerou as atividades de contato direto com os eleitores, o chamado corpo-a-corpo, como "muito interessante" por possibilitar a identificação de manifestações "espontâneas" da população.

Para Dilma, o balanço do resultado eleitoral para o governo federal é "muito positivo". "Houve um aumento significativo dos votos conquistados pela base (aliada)", disse a ministra.

Dilma e Tarso participaram de um ato político em apoio à candidata do PT em Porto Alegre, Maria do Rosário.

Edição de Renato Andrade

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