Lacerda comemora 2o turno em BH; Quintão vê vitória política

domingo, 26 de outubro de 2008 14:35 BRST
 

Por Marcelo Portela

BELO HORIZONTE, 26 de outubro (Reuters) - Os candidatos à prefeitura da capital mineira, Marcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB), viram vitórias políticas diferentes neste domingo de eleições. O primeiro, provável novo prefeito, afirmou que o segundo turno beneficiou sua campanha, enquanto o peemedebista se viu triunfante por combater o poder econômico.

Lacerda é apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT), numa aliança entre dois partidos que polarizam as eleições nacionais há anos. Quintão era visto como azarão no início da corrida de Belo Horizonte.

"A população queria ter um segundo turno. Isso é muito bom para a cidade, é muito bom para o debate político e para a democracia. Foi muito didático para todos nós que estamos na política e para a própria população, na medida em que tivemos um debate mais acirrado", disse Lacerda, visivelmente animado, depois de votar, acompanhado de Aécio e Pimentel.

Ex-secretário de Aécio, Lacerda era favorito para vencer a eleição ainda no primeiro turno, de acordo com as pesquisas de intenção de voto de semanas atrás. Na campanha para o segundo turno, ele elevou o tom das críticas contra Quintão.

O peemedebista, acompanhado do vice-presidente José Alencar, do ministro das Comunicações, Hélio Costa, da candidata derrotada à prefeitura Jô Moraes (PCdoB) e de petistas dissidentes, disse que teve a "maior vitória política do Brasil" pelo fato da eleição ser decidida no segundo turno.

"Não são apoiadores, programas de televisão e rádio ou poder econômico que decidem o voto", disse ele, que no primeiro turno tentou se mostrar como candidato de Aécio, a quem passou a criticar na reta final das eleições. "No primeiro turno, o eleitor mostrou que ninguém manda no voto dele."

Quintão minimizou os resultados das pesquisas. "Elas não mostram a realidade. Só servem para confundir a cabeça do eleitor. Para mim, vale o voto caladinho", disse, para em seguida voltar atrás. "As pesquisas são verdadeiras, mas quando passaram nos meus eleitores, eles não estavam em casa. Meu eleitor com certeza estava em um barzinho", comentou.

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