Eleição deixa PT fora das grandes capitais e oposição celebra SP

domingo, 26 de outubro de 2008 23:49 BRST
 

Por Natuza Nery

BRASÍLIA, 26 de outubro (Reuters) - As eleições municipais podem não ter mudado de forma contundente o mapa político do país, mas apontaram tendências e novos pólos de poder fundamentais à disputa nacional de 2010.

No plano político, o governador de São Paulo, José Serra, patrocinou a candidatura de Gilberto Kassab (DEM) à reeleição na capital e saiu como vitorioso indireto da campanha.

Serra é cotado para ser candidato da oposição na corrida pelo Palácio do Planalto daqui a dois anos.

No plano partidário, o PMDB conquistou a maior vitrine do país, fechando as urnas de 2008 com mais de 1.200 prefeitos, seis deles de capitais. O partido ganhou no Rio de Janeiro, valorizou o próprio passe e se tornou a grande noiva da sucessão presidencial.

De modo geral, a coalizão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também obteve bons resultados.

O PT aumentou de tamanho e firmou pé nos grotões. Apesar disso, amargou neste segundo turno derrotas em São Paulo, Porto Alegre e Salvador. Também não administrará nenhuma das maiores capitais do Brasil.

O partido de Lula -- que em 2004 elegeu nove prefeitos de capitais--, ficou agora com seis: Fortaleza, Recife, Vitória, Porto Velho, Rio Branco e Palmas. O resultado numérico é o mesmo alcançado pelo PMDB, mas de peso político relativo em termos nacionais.

No grupo dos 77 maiores municípios do país (acima de 200 mil eleitores), o PT saiu na frente: conquistou 20 deles, três a mais que em 2004. O PMDB, por sua vez, teve crescimento real maior, alcançando 17 cidades, contra 10 na disputa anterior.   Continuação...