RPT-CESP ainda interessa empresas, mas a preço adequado

quarta-feira, 26 de março de 2008 07:33 BRT
 

(Repete texto publicado na noite de terça-feira)

Por Renata de Freitas

SÃO PAULO, 26 de março (Reuters) - Empresas que desistiram de participar do leilão de privatização da Cesp CESP3.SA reafirmaram na terça-feira interesse na maior geradora de energia do Estado de São Paulo, mas cobraram um preço mais adequado ao risco embutido no negócio.

A incerteza quanto às condições de renovação das concessões de duas importantes usinas que compõem o complexo gerador da Cesp --Ilha Solteira e Jupiá-- foi o principal impeditivo ao depósito das garantias, que deveria ter ocorrido até o meio-dia desta terça-feira, apontaram as empresas.

"Os ativos de geração da Cesp têm grande interesse estratégico", informou em nota a Alcoa, uma das pré-identificadas para o leilão que aconteceria na quarta-feira.

"Continuamos acompanhando com viva atenção a evolução do processo de venda da empresa; uma vez solucionada satisfatoriamente a questão da extensão das concessões, a privatização certamente ganhará melhor perspectiva."

Para o presidente do Conselho da Tractebel Energia TBLE3.SA, Mauricio Bahr, "a Cesp faz todo o sentido para o plano de expansão do grupo". Ele cobra, no entanto, uma definição regulatória que não interfira na precificação da empresa.

O grupo de origem francesa acredita que o governo paulista possa conseguir uma solução para renovação das concessões em condições claras, que permitam uma definição melhor do preço.

O governo paulista tinha estabelecido em 6,6 bilhões de reais a fatia de controle na empresa, mas o negócio ultrapassaria os 22 bilhões de reais considerando-se a oferta aos acionistas minoritários e dívidas da estatal. Para analistas, o preço era justo. Para os potenciais investidores, ele não descontava os riscos embutidos.   Continuação...