Japão pode retirar missão militar do Iraque em 2009, di jornal

segunda-feira, 26 de maio de 2008 08:02 BRT
 

TÓQUIO (Reuters) - O Japão pode deixar de fornecer suprimentos às tropas norte-americanas no Iraque no ano que vem, em parte devido à poderosa oposição do país, disse a mídia local na segunda-feira.

A Força Aérea japonesa tem uma equipe de cerca de 210 pessoas no Kuwait, de onde manda suprimentos para Bagdá e outras partes do Iraque.

As tropas que operam por terra, enviadas ao sul do Iraque em um gesto de apoio aos Estados Unidos, maior aliado do Japão, já foram dispensadas em 2006.

"Pensando no estado do parlamento, é extremamente difícil estender" a lei especial que permitia ao país mandar tropas para o Iraque, disse Taku Yamasaki, importante membro do Partido Liberal Democrático (PLD), segundo o jornal Asahi.

A lei especial, que abre uma exceção à Constituição pacifista do Japão, deve expirar em julho de 2009.

O jornal de Tóquio citou um diretor do parceiro budista do PLD, o Novo Komeito, que teria dito que é hora de pensar em uma retirada.

Os partidos de oposição dominaram a câmara alta do Parlamento desde as eleições, em julho do ano passado, e aproveitam essa posição para impedir muitas políticas do governo.

O Parlamento dividido entrou em choque neste ano devido às atividades militares. O bloco governista fez passar uma lei que permitia a existência de uma missão naval de apoio às forças lideradas pelos norte-americanos no Afeganistão, ao aprová-la duas vezes na câmara baixa, com uma maioria de dois terços.

O envio de 600 militares japoneses ao sul do Iraque, de 2004 a 2006, é uma missão pacífica mal vista por muitos eleitores, que enxergam nisto um desrespeito aos limites da Constituição japonesa.

(Reportagem de Yoko Kubota)