Após recorde no petróleo, Petrobras volta a descartar reajuste

sexta-feira, 26 de outubro de 2007 16:02 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - No dia em que os preços do petróleo atingiram novas máximas históricas, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, voltou a descartar qualquer reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil, acrescentando que isso não afetaria a situação financeira da empresa.

Em conversa com jornalistas após evento no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio, do qual participou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gabrielli reiterou que a valorização do real frente ao dólar tem compensado parcialmente a alta do petróleo e que a estratégia da empresa era não seguir flutuações de curto prazo do mercado.

"Nós temos quatro anos e meio que temos dito sistematicamente que a nossa política é manter a relação entre os preços brasileiros e internacionais só no longo prazo. Nós não vamos traduzir no mercado brasileiro as flutuações de curto prazo", disse Gabrielli.

"Isso nós estamos fazendo sem comprometer a capacidade de financiamento da companhia", acrescentou.

O último aumento de preços feito pela Petrobras na gasolina e no diesel foi em setembro de 2005.

Nesta sexta-feira, o preço futuro do petróleo em Nova York atingiu 92,22 dólares por barril, novo recorde.

"Nós também somos evidentemente beneficiados pela grande variação do câmbio brasileiro, na medida em que a moeda brasileira se aprecia em relação ao dólar o custo em reais equivale à mesma coisa em dólar, então vamos continuar com a nossa política de quatro anos e meio", afirmou o presidente da estatal.

O dólar nesta sexta-feira operava com queda de mais de 1 por cento ante o real, cotado a 1,772, menor valor desde 2000.

Gabrielli se reuniu por algumas horas com o presidente Lula no Cenpes. Segundo ele, o tema principal nas conversas foi a parcela de projetos da Petrobras no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Eventuais novas mudanças na diretoria da estatal não fizeram parte das conversas, afirmou.

(Por Rodrigo Viga Gaier)