VALE aposta no níquel apesar da queda recente de preços

sexta-feira, 26 de outubro de 2007 17:19 BRST
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 26 de outubro (Reuters) - A queda do preço do níquel no mercado internacional não atrapalha os planos da Companhia Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Cotações) para uma das novas estrelas do seu portfólio. Na avaliação do diretor-executivo de Finanças, Fábio Barbosa, a demanda dos países emergentes vai garantir o preço do metal.

Ele destacou que o níquel divide com o minério a maior parte da receita da empresa, e essa diversificação ajuda a equilibrar o resultado financeiro da companhia.

"No segundo trimestre tivemos problemas com embarque de minério e o níquel foi muito bem, e no terceiro trimestre o minério foi muito bem... essa diversificação ajuda a lidar com as flutuações de curto prazo", explicou Barbosa a jornalistas um dia depois da empresa divulgar o resultado do trimestre.

Barbosa observou que mesmo com recuo em relação ao preço recorde, o níquel ainda está em patamar superior à época da compra da canadense Inco pela Vale, que colocou a mineradora brasileira em posição de destaque no comércio do metal.

"Nossa visão é que a demanda mundial está voltada para os minérios", disse Barbosa, lembrando que 73 por cento da taxa de crescimento mundial é determinada pelos países emergentes.

A Vale teve lucro de 4,7 bilhões de reais de julho a setembro, alta de 17,5 por cento em relação há um ano. A receita da companhia foi recorde, de 16 bilhões de reais.

"O mercado recebeu bem a divulgação dos nossos resultados", disse ele. Por volta das 17h, as ações preferenciais da companhia registravam forte alta de 5 por cento, enquanto o índice Bovespa subia 2,8 por cento.

Além do níquel produzido pela Inco CVRD, Barbosa informou que a Vale pretende iniciar em 2008 as operações em Goro, na Oceania, com 60 mil toneladas anuais de níquel, e o projeto brasileiro de Onça Puma, no Pará, que vai produzir 58 mil toneladas.   Continuação...